MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO
GRANDE DO NORTE
PROCURADORIA-GERAL DE
JUSTIÇA
Rua Promotor Manoel Alves
Pessoa Neto, 97, Candelária, Natal/RN
59.064-555 – Fone/Fax: (84)
3232-7132 – e-mail: pgj@rn.gov.br
Procedimento Investigatório
Criminal – PIC nº 18/2015
Assunto: Averiguar possível
prática de ilícito (falsificação de assinatura)
Representado: a esclarecer
[…]
III – CONCLUSÃO
Portanto, verificada a
atipicidade da conduta investigada, promovo o ARQUIVAMENTO dos autos do
Procedimento Investigatório Criminal nº 18/2015, em consonância com os artigos
29, VII, da Lei nº 8.625/93 e 14, §2º da Resolução nº 008/2009-CPJ.
Notifique-se a ex-Deputada Estadual Larissa Rosado sobre o teor desta
decisão.
Efetue-se a baixa nos
registros.
Publique-se.
Natal/RN, 14 de julho de 2015.
JOVINO PEREIRA DA COSTA
SOBRINHO
Procurador-Geral de Justiça
Adjunto
RESULTADO DA LICITAÇÃO
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 40/2016
A PROCURADORIA-GERAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (UASG Nº 925603), por meio de seu
Pregoeiro, COMUNICA aos interessados que foi declarada vencedora a empresa
CONSTRUTORA SOLARES LTDA - EPP (CNPJ
02.773.312/0001-63), no valor global anual de R$ 170.000,00 (cento e setenta
mil reais), cujo objeto foi o registro de preço para eventual contratação de
empresa especializada na prestação de serviços de apoio administrativo na
função de auxiliar de manutenção.
JORGE ÁLVARES NETO
Pregoeiro da PGJRN
PROCESSO Nº: 51.879/2016
AUTORIZAÇÃO DE COMPRA Nº:
137/2016
OBJETO: Eventual contratação
de empresa para fornecimento de materiais de expediente - Papel A4 (210x297mm).
CONTRATANTE: PROCURADORIA
GERAL DE JUSTIÇA - Rua Promotor Manoel Pessoa Neto, 97, Candelária, Natal/RN - CEP: 59.065-555
CNPJ: 08.539.710/0001-04
CONTRATADA: Alexandre Yukito More - EPP, ST SHC/SW, CLSW 101, BLOCO A, ENTRADA,
40, SALA 147, 1 PAVIMENTO, SUDOESTE, BRASÍLIA/DF - CEP: 70.670-501, CNPJ:
19.316.354/0001-78
VALOR: 52.080,00 (cinquenta
e dois mil e oitenta reais)
BASE LEGAL: Dec.Estaduais
17.144 e 17145/03 C/C Res.004/13-TCE
DATA DA AUTORIZAÇÃO DE
COMPRA: 28 de julho de 2016
PUBLIQUE-SE
Natal, 28 de julho de 2016
JOVINO PEREIRA DA COSTA
SOBRINHO
Procurador-Geral de Justiça
Adjunto
PROCESSO Nº: 49.718/2016
ORDEM DE EXECUÇÃO DE SERVIÇO
Nº: 138/2016
OBJETO: Conteratação
exclusiva de microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) para prestação
de serviços de recarga e manutenção de extintores de incêndio, inclusive com
substituição de peças - MPRN.
CONTRATANTE: PROCURADORIA
GERAL DE JUSTIÇA - Rua Promotor Manoel Pessoa Neto, 97, Candelária, Natal/RN - CEP: 59.065-555
CNPJ: 08.539.710/0001-04
CONTRATADA: Extintora Ind e Serv Equip
de Combate e Inc Ltda, RUA
ALCIDES JERÔNIMO FREIRE, 230, PARQUE DE EXPOSIÇÕES, PARNAMIRIM/RN - CEP:
59.146-470, CNPJ: 12.202.643/0001-05
VALOR: 6.002,32 (seis mil e
dois reais e trinta e dois centavos)
BASE LEGAL: Dec.Estaduais
17.144 e 17145/03 C/C Res.004/13-TCE
DATA DA ORDEM DE EXECUÇÃO DE
SERVIÇO: 29 de julho de 2016
PUBLIQUE-SE
Natal, 29 de julho de 2016
JOVINO PEREIRA DA COSTA
SOBRINHO
Procurador-Geral de Justiça
Adjunto
AVISO nº 12/2016-1ªPmJAssu
A 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA
DA COMARCA DE ASSU/RN, torna pública, para os devidos fins, a promoção de
arquivamento do Inquérito Civil nº 06.2016.00001951-8, instaurado para
averiguar a legalidade da contratação da Samucka
Incorporações pela Prefeitura Municipal de Assu,
tendo em vista decisão do TSE proibindo a referida empresa de licitar com entes
da administração pública. Aos interessados, fica concedido o prazo até a data
da sessão de julgamento da promoção de arquivamento pelo Conselho Superior do
Ministério Público, para, querendo, apresentar razões escritas ou documentos
nos referidos autos.
Assu, 01 de agosto de 2016.
Wilmar Carlos de Paiva Leite Filho
Promotor de Justiça em Substituição
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO
RECOMENDAÇÃO Nº 2016/0000085139
O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, por intermédio dos seus
representantes que esta subscrevem, no uso das atribuições conferidas pelo art.
129, incisos II e III, da Constituição Federal, combinado com o art. 6º, inciso
XX, da Lei Complementar Federal n.º 75/93, no art. 27, parágrafo único, inciso
IV, da Lei n.º 8.625/93, e no art. 69, parágrafo único, alínea "d",
da Lei Complementar Estadual n.º 141/96 e, ainda,
CONSIDERANDO que o art. 198, da CF/88 preconiza que as ações e
serviços de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem
um sistema único, organizado de acordo com algumas diretrizes e, dentre estas,
a do atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem
prejuízo dos serviços assistenciais;
CONSIDERANDO que a Lei Orgânica da Saúde (Lei n. 8080 de 19 de
setembro de 1990) prevê a competência de cada um dos entes integrantes do SUS
(União, Estado e Município) e, no que concerne ao Município no que diz respeito
às suas competências, compete: "Art. 18. (...)
I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os
serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde;
II - participar do planejamento, programação e organização da rede
regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde-SUS,
em articulação com sua direção estadual;
III - participar da execução, controle e avaliação das ações
referentes às condições e aos ambientes de trabalho;
IV - executar serviços:
a) de vigilância epidemiológica;
b) de vigilância sanitária;
c) de alimentação e nutrição;
d) de saneamento básico; e
e) de saúde do trabalhador;
V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e
equipamentos para a saúde;
VI - colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente, que
tenham repercussão sobre a saúde humana, e atuar, junto aos órgãos municipais,
estaduais e federais competentes, para controlá-las;
VII - formar consórcios administrativos intermunicipais;
VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;
IX - colaborar com a União e com os estados na execução da
vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras;
X - observado o disposto no artigo 26 desta lei, celebrar
contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados de saúde,
bem como controlar e avaliar sua execução;
XI - controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados
de saúde:
XII - normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de
saúde no seu âmbito de atuação";
CONSIDERANDO que a Portaria nº 1.559/2008 que institui a Política
Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde e no artigo 2º, inciso III,
determina que a Regulação do Acesso à Assistência tem como objetos a
organização, o controle, o gerenciamento e a priorização do acesso e dos fluxos
assistenciais no âmbito do SUS, e como sujeitos seus respectivos gestores
públicos, sendo estabelecida pelo complexo regulador e suas unidades
operacionais e esta dimensão abrange a regulação médica, exercendo autoridade
sanitária para a garantia do acesso baseada em
protocolos, classificação de risco e demais critérios de priorização.
CONSIDERANDO que O PACTO PELA SAÚDE 2006 – CONSOLIDAÇÃO DO SUS,
que se constitui um documento aprovado na reunião da Comissão Intergestores
Tripartite (União, estados e município), realizada em 26 de janeiro de 2006, e
foi divulgado pela Portaria n. 399/GM de 22 de fevereiro de 2006, estabelece
várias diretrizes e prioridades em todos os níveis da administração e reafirma
a descentralização da execução dos serviços de saúde e, ao tratar da
responsabilidade sanitária, especificamente no item referente aos municípios, o
Pacto prevê: "todo município é responsável pela integralidade da atenção à
saúde da sua população, exercendo essa responsabilidade de forma solidária com
o Estado e União";
CONSIDERANDO que na audiência pública realizada no dia 18 de julho
de 2016, surgiu a informação de que médicos do Hospital Regional de Santo
Antônio estavam agendando procedimentos cirúrgicos, sem prévia regulação por
parte do Município de Santo Antônio / Secretaria Municipal de Saúde de Santo
Antônio;
CONSIDERANDO ser salutar a existência de um procedimento de
marcação de consultas/exames/cirurgias, que seja feito seguindo a ordem
cronológica e prioritária de regulação;
Resolve RECOMENDAR AO DIRETOR DO HOSPITAL REGIONAL DE SANTO
ANTONIO que:
a) que se abstenha de realizar qualquer marcação de
consultas/exames/cirurgias no Hospital Regional, devendo ser encaminhado todos
os casos para a SMS/ Santo Antônio que é a responsável pela regulação desses
procedimentos;
b) que adote imediatas providências junto aos servidores e médicos
do Hospital Regional, no sentido de informar que qualquer marcação de
consultas/exames/cirurgias só pode ser feita pela SMS/ Santo Antônio que é a
responsável pela regulação desses procedimentos;
Resolve RECOMENDAR A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SANTO
ANTONIO que:
a) discipline, no âmbito da SMS, um trâmite a ser seguido por
todos os servidores da referida secretaria, para tramitação dos processos de
marcação de consultas/exames/cirurgias, devendo sempre ser concedido aos
usuários um comprovante do protocolo de seus encaminhamentos, com data de
recebimento e identificação do servidor responsável pelo recebimento, sugerindo
que seja sempre concedido ao usuário o número do agendamento da demanda na
central de regulação, para posterior acompanhamento.
Fica estabelecido o prazo de trinta dias para que o destinatário
desta recomendação informe as medidas adotadas para conferir cumprimento ao ato
ministerial.
Em caso de não acatamento desta recomendação, o Ministério Público
se utilizará das medidas legais necessárias a fim de assegurar a implementação
dessas providências, independente da responsabilização das autoridades omissas.
Santo Antônio/RN, 17 de junho de 2014.
Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida
Promotor de Justiça
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTANA DO MATOS
NOTÍCIA DE FATO Nº 074.2016.000243
OBJETO: Festas realizadas nos quiosques
INDEFERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO INVESTIGATIVO
01. Trata-se de notícia de fato registrada nesta Promotoria de
Justiça, após denúncia anônima, pedindo a intervenção do Ministério Público,
afirmando que o estabelecimento Espetinho do Agnero,
localizado nos quiosques, na praça ao lado do ginásio de esportes, estaria
realizando eventos festivos sem autorização da prefeitura de Santana do
Matos/RN.
02. É o relato. Vieram-me conclusos.
03. Notícia de fato é qualquer demanda dirigida aos órgãos de
atividade-fim do Ministério Público, submetida à apreciação das suas unidades,
conforme as atribuições das respectivas áreas de atuação, podendo ser formulada
presencialmente ou não, entendendo-se como tal a realização de atendimento, bem
como a apresentação de notícias, documentos, requerimentos ou representações.
04. Como esses procedimentos são instrumentos utilizados pelo
Ministério Público para apurar eventual ocorrência de irregularidades e
ilicitudes, não sendo as mesmas existentes, não há como se objetivar a produção
de provas e juntada de elementos outros que possibilitem a solução dos
problemas apontados.
05. No presente caso, após uma análise do que foi alegado, entendo
que não há justa causa para a instauração de procedimento preparatório ou mesmo
para inquérito civil, uma vez que o quiosque em questão fica localizado em
espaço público, sendo certo que, para utilizá-lo, o permissionário recebeu
autorização. Ademais, sobre a legalidade de tais permissões de uso existe
procedimento específico em trâmite nesta Promotoria de Justiça, o qual se
encontra paralisado, aguardando cumprimento de ordem judicial para fornecimento
de documentos ao Ministério Público, tendo em vista negativa de envio após
requisições.
06. Com base nas considerações até então tecidas, constata-se que
não há justa causa para instauração de procedimento preparatório, de inquérito
civil ou de ajuizamento de ação civil pública ou outra medida judicial. Em
hipóteses tais, como não seria viável o manejo de uma demanda judicial ao final
do procedimento, o arquivamento do procedimento específico dá-se na própria
Promotoria de Justiça, sendo, pois, despicienda a sua
remessa ao Conselho Superior do Ministério Público.
ANTE O EXPOSTO, arquivo a presente Notícia de fato, DETERMINANDO à
Secretaria Ministerial que: a) proceda à publicação na imprensa oficial, haja
vista não haver interessado certo a ser cientificado, pois a notícia de fato
foi registrada por denúncia anônima; b) escoado o prazo de interposição de
recurso administrativo previsto pelo art. 5, § 1º, da Resolução 002/2008-CPJ,
certifique a secretaria deste órgão de execução tal circunstância; c) Após,
promova o registro do arquivamento da notícia de fato, uma vez que se torna despiciendo o encaminhamento do feito ao Conselho Superior
do Ministério Público do RN, em razão do disposto no art. 5, § 3º, da Resolução
002/2008-CPJ.
Cumpra-se.
Santana do Matos/RN, 1º de agosto de 2016.
ALYSSON MICHEL DE AZEVEDO DANTAS
Promotor de Justiça
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARAC DE SANTANA DO MATOS/RN
INQUÉRITO CIVIL Nº 074.2016.000163
RECOMENDAÇÃO nº 2016/0000074390
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, por seu
Promotor de Justiça da Comarca de Santana do Matos, Alysson
Michel de Azevedo Dantas, no uso de suas atribuições legais conferidas pelos arts. 127, caput e 129, incisos II e III, da Constituição
Federal, no art. 27, parágrafo único, IV, da Lei Federal nº 8.625/93; e, no
art. 69, parágrafo único, alínea "d", da Lei Complementar Estadual nº
141/96 (Lei Orgânica Estadual do Ministério Público); e,
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa do
patrimônio público e social, da moralidade e da eficiência administrativa, nos
termos dos artigos 127, caput, e 129, inciso III, da Constituição da República;
artigo 25, inciso IV, alínea “a”, da Lei n.º 8.625/93; e artigo 67, inciso IV,
alínea “d”, da Lei Complementar Estadual n.º 141/96;
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público, consoante previsto
no artigo 69, parágrafo único, alínea “d”, da Lei Complementar Estadual nº
141/96, expedir recomendações visando ao efetivo respeito aos interesses,
direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover;
CONSIDERANDO conforme estatui o artigo 37, caput, da Constituição
Federal, a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
Princípios de Legalidade, Moralidade, Eficiência;
CONSIDERANDO que a Lei Federal n.º 8.429/92 - Lei da Improbidade
Administrativa, art.10, inciso X, “Constitui ato de improbidade administrativa
que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que
enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento
(…) e no artigo 11, inciso II dispõe que: Constitui ato de improbidade
administrativa que atenta contra os princípios da administração
pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições;
CONSIDERANDO que o art. 37, inciso X da Constituição Federal diz
que: a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do
art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada
a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na
mesma data e sem distinção de índices;
CONSIDERANDO que o art. 51, inciso IV da Constituição Federal diz
que: Compete privativamente à Câmara dos Deputados: (...) IV – dispor sobre sua
organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação
da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de
diretrizes orçamentárias;
CONSIDERANDO que o art. 52, inciso XIII da Constituição Federal
diz que: Compete privativamente ao Senado Federal: XIII - dispor sobre sua organização,
funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos
e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva
remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias;
CONSIDERANDO ainda o princípio da simetria, o qual trata do dever
dos entes federados de adotar tanto quanto possível, quando no exercício de
suas competências autônomas, os modelos normativos constitucionalmente
estabelecidos para a União;
CONSIDERANDO a interpretação dada pelo STF para a matéria,
inclusive para o Legislativo:” Em tema de remuneração dos servidores públicos,
estabelece a Constituição o princípio da reserva de lei. É dizer, em tema de
remuneração dos servidores públicos, nada será feito senão mediante lei, lei
específica. CF, art. 37, X, art. 51, IV, art. 52, XIII. Inconstitucionalidade
formal do Ato Conjunto 1, de 05-11-2004, das Mesas do Senado Federal e da
Câmara dos Deputados. (ADI 3.369-MC, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 16-12-2004,
Plenário, DJ de 18-2-2005.) No mesmo sentido:ADI 3.306, Rel. Min. Gilmar
Mendes, julgamento em 17-3- 2011, Plenário, DJE de 7-6-2011”;
CONSIDERANDO que a fixação ou modificação do subsídio de
Vereadores, deve se dá por aprovação de Lei em sentido estrito, com a
promulgação de lei, com sanção ou veto do Prefeito, será imprescindível;
CONSIDERANDO os elementos contidos nos autos do Inquérito Civil nº
07.2016.000163, em que o subsídio do Vereador Presidente da Câmara de Bodó/RN e dos Vereadores que compõem a Mesa Diretora da
Câmara de Bodó/RN, estão em desacordo como disposto
no arts. 29, VI, 'a', art. 39, §4º da Constituição
Federal e art. 21, VI, art. 28, §8º da Constituição do Estado do Rio Grande do
Norte, no período de 2013 a 2016, bem como o pagamento de parcela indenizatória
decorrente do comparecimento do Vereador à sessão legislativa extraordinária na
Câmara de Vereadores de Bodó/RN, em desacordo ao que
prevê os arts. 57, §7º e art. 39, §4 da Constituição
Federal de 1988 e art. 42, §7º e art. 28, §8 da Constituição Estadual do Rio
Grande do Norte, no período de 2013 a 2016”;
RESOLVE RECOMENDAR ao Senhor Presidente da Câmara de Vereadores do
Município de Bodó/RN, JOSÉ AIRTON ASSUNÇÃO GOMES que,
no prazo de 5 (cinco) dias: a) Revogue, imediatamente, os atos administrativos
que aumentaram o subsídio do Vereador decorrente do exercício da Presidência,
bem como dos demais Vereadores que compõem a mesa diretora da Câmara Municipal
de Bodó e ainda, o recebimento de verba indenizatória
por cada sessão extraordinária, quando convocados pelo Executivo Municipal no
período de recesso, tendo em vista afrontarem o disposto no arts.
29, VI, 'a', 39, §4º, 57, §7º, da Constituição Federal e arts.
21, VI, 28, §8º, e 42, §7º, da Constituição do Estado do Rio Grande do Norte;
b) suspenda imediatamente o pagamento de aumento de subsídio aos Vereadores do
Município de Bodó/RN, efetuado com base em ato
administrativo;
E DETERMINA à Secretaria Ministerial: a) Encaminhe-se, com
urgência cópia da presente Recomendação ao Presidente da Câmara de Vereadores
do Município de Bodó/RN, JOSÉ AIRTON ASSUNÇÃO GOMES,
requisitando-lhe que informe, em 10 dias, as providências adotadas; b) Publicar
esta Recomendação no Diário Oficial do Estado; c) Enviar cópia deste
expediente, via correio eletrônico, ao Centro de Apoio Operacional às
Promotorias de Defesa do Patrimônio Público e Combate à Sonegação Fiscal.
Estabeleço o prazo de 10 (dez) dias para que sejam prestadas
informações ao Ministério Público acerca das providências adotadas em cumprimento
à presente Recomendação.
ADVERTE, desde já o Ministério Público, que o descumprimento desta
recomendação ensejará a adoção das medidas cabíveis, inclusive pela via
judicial, valendo o recebimento da presente como prova pré-constituída do
prévio conhecimento.
Publique-se.
Cumpra-se.
Santana do Matos/RN, 1º de agosto de 2016.
ALYSSON MICHEL DE AZEVEDO DANTAS
Promotor de Justiça
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTA CRUZ
Rua Lourenço da Rocha, nº 128, Centro - Santa Cruz CEP:59200-000
Telefone/Fax:(84) 3291-6929 - e-mail:mp-santacruz@rn.gov.br
IC - Inquérito Civil nº 06.2009.00000430-1
Aviso nº 0037/2016/1ªPmJSC 1ªPmJSC
A 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTA CRUZ/RN, nos termos
do art. 31, § 1º da Resolução nº 002/2008-CPJ, torna pública, para os devidos
fins, a promoção de arquivamento do IC - Inquérito Civil nº 06.2009.00000430-1:
1ªPmJSC, com fim de
analisar eventual prática de Improbidade Administrativa, pelo
ex-prefeito de Campo Redondo, Sr.Marcos Welby Martins Ferreira, decorrente do aumento de despesa
com pessoal nos cento e oitenta dias anteriores ao final do seu mandato,
violando assim as disposições do art. 11 da Lei 8.429/92, bem como por
tipificar crime de responsabilidade fiscal, Nos termos do art. 359-G do Código
Penal.
Aos interessados fica concedido o prazo até a data da sessão de
julgamento da promoção de arquivamento pelo Conselho Superior do Ministério
Público, para, querendo, apresentarem razões escritas ou documentos nos
referidos autos.
Santa Cruz/RN, 02 de agosto de 2016.
Ricardo José da Costa Lima
Promotor de Justiça
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTA CRUZ
Rua Lourenço da Rocha, nº 128, Centro - Santa Cruz CEP:59200-000
Telefone/Fax:(84) 3291-6929 - e-mail:mp-santacruz@rn.gov.br
IC - Inquérito Civil nº 06.2014.00005996-8
Aviso nº 0036/2016/1ªPmJSC 1ªPmJSC
A 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTA CRUZ/RN, nos termos
do art. 31, § 1º da Resolução nº 002/2008-CPJ, torna pública, para os devidos
fins, a promoção de arquivamento do IC - Inquérito Civil nº 06.2014.00005996-8:
1ªPmJSC, com fim de
realizar a implantação do plano municipal de atendimento socioeducativo
de São Bento do Trairi-RN
Aos interessados fica concedido o prazo até a data da sessão de
julgamento da promoção de arquivamento pelo Conselho Superior do Ministério
Público, para, querendo, apresentarem razões escritas ou documentos nos
referidos autos.
Santa Cruz/RN, 02 de agosto de 2016.
Ricardo José da Costa Lima
Promotor de Justiça
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTA CRUZ
Rua Lourenço da Rocha, nº 128, Centro - Santa Cruz CEP:59200-000
Telefone/Fax:(84) 3291-6929 - e-mail:mp-santacruz@rn.gov.br
IC - Inquérito Civil nº 06.2014.00006368-3
Aviso nº 0035/2016/1ªPmJSC 1ªPmJSC
A 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE SANTA CRUZ/RN, nos termos
do art. 31, § 1º da Resolução nº 002/2008-CPJ, torna pública, para os devidos
fins, a promoção de arquivamento do IC - Inquérito Civil nº 06.2014.00006368-3:
1ªPmJSC, com fim de realizar a Implantação do plano municipal de atendimento
socioeducativo de Lajes Pintadas-RN
Aos interessados fica concedido o prazo até a data da sessão de
julgamento da promoção de arquivamento pelo Conselho Superior do Ministério
Público, para, querendo, apresentarem razões escritas ou documentos nos
referidos autos.
Santa Cruz/RN, 29 de julho de 2016.
Ricardo José da Costa Lima
Promotor de Justiça
AVISO Nº 0014/2016/3ªPmJCM
A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ceará-Mirim/RN,
nos termos do art. 12, §1° da Resolução nº 002/2008-CPJ, torna pública, para os
devidos fins, a promoção de arquivamento dos procedimentos que se segue:
1) Inquérito Civil n° 06.2014.00004653-0 Objeto: Apurar
irregularidade na entrega de casas na Comunidade de Massaranduba
por Programa da Prefeitura, há mais de 6 anos.
2) Inquérito Civil n° 06.2014.00006324-0 Objeto: Apurar a falta de
condições de trabalho perante os agentes comunitários de saúde e de endemias no
município de Ceará-Mirim
Aos interessados, fica concedido o prazo até a data da sessão de
julgamento da promoção de arquivamento pelo Conselho Superior do Ministério
Público, para, querendo, apresentarem razões escritas ou documentos nos
referidos autos.
Izabel Cristina Pinheiro
Promotora de Justiça
AVISO nº 005/2016 – 11ª PmJ Parnamirim
A 11ª Promotora de Justiça em Substituição Legal na Comarca de Parnamirim/RN, nos termos do art. 31, § 1º da Resolução nº
002/2008-CPJ, torna pública, para os devidos fins, a Promoção de Arquivamento
do Procedimento Preparatório nº 002/2016 – 11ª PmJP,
que tem como objeto investigar as condições sanitárias da Unidade CEDUC Pitimbu, mormente a propagação de doenças decorrentes da
população de gatos na unidade.
Aos interessados, fica concedido o prazo até a data da sessão de
julgamento da Promoção de Arquivamento pelo Conselho Superior do Ministério
Público para, querendo, apresentarem razões escritas ou documentais nos autos.
Parnamirim/RN, 08 de agosto
de 2016.
Ana Patrícia Montenegro de Medeiros Duarte
Promotora de Justiça Substituta
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE GOIANINHA
Rua Maria da Glória Chaves, nº 03, Centro – Goianinha/RN
- CEP: 59173-000, Fone/Faz: (84) 3243-2305
Procedimento Preparatório nº 076.2016.001589
PORTARIA
O Promotor de Justiça da Comarca de Goianinha
RESOLVE instaurar PP - Procedimento Preparatório, nos seguintes termos:
OBJETO: Apurar possível caso de situação de risco da idosa M. S.
S.
FUNDAMENTO JURÍDICO: Art. 129, III, da Constituição Federal,
artigo 26, inciso I, e alíneas, da Lei Federal nº 8.625/93.
INVESTIGADO(a): A apurar
REPRESENTANTE: J. de B. R. S.
DILIGÊNCIAS INICIAIS:
Considerando que é função institucional do Ministério Público, de
acordo com o artigo 129, inciso III, da Constituição da Federal, promover o
inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;
Considerando que ao Ministério Público incumbe a defesa da ordem
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais
indisponíveis, bem como dos interesses difusos e coletivos (art. 127, caput, e
art. 129, III, da Constituição Federal de 1988);
Considerando que o idoso goza de todos os direitos fundamentais
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata a Lei
10.741/03, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros
meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde
física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social,
em condições de liberdade e dignidade;
Considerando que é obrigação da família, da comunidade, da
sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a
efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao
esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao
respeito e à convivência familiar e comunitária;
Considerando que compete ao Ministério Público, nos moldes do
Estatuto do Idoso, instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a
proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos, individuais
indisponíveis e individuais homogêneos do idoso, instaurar procedimento administrativo,
bem como zelar pelo efetivo respeito aos
direitos e garantias legais assegurados ao idoso, promovendo as
medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis;
Considerando a notícia de fato nº 076.2016.001589, a qual noticia
possível situação de risco da idosa M. S. S.;
Determino:
1) Comunicação da instauração do presente Procedimento
Preparatório à Coordenadoria do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de
Defesa do Idoso, conforme dispõe o inciso I do artigo 11 da Resolução nº
002/2008 – CPJ/RN;
2) Remessa do arquivo digital da presente portaria para Gerência
de Documentação, Protocolo e Arquivo da Procuradoria-Geral de Justiça, para
fins de publicação no DOERN;
3) Oficie-se à Secretaria Municipal de Assistência Social de Tibau do Sul/RN requisitando para, no prazo de 10 (dez)
dias úteis, realizar um estudo sobre a situação da idosa M. S. S., remetendo o
laudo, no mesmo prazo, a esta Promotoria de Justiça;
4) Oficie-se ao INSS requisitando que informe a esta Promotoria de
Justiça, no prazo máximo de 10 (dez) dias úteis, se a idosa M. S. S. possui
algum benefício previdenciário ou assistencial e, em caso positivo, qual a
espécie, o valor, se há
empréstimo consignado e se há algum representante legal cadastrado
perante a Autarquia;
5) Apraze-se audiência com a Sra. M. C. de B. para pauta
desimpedida, devendo a secretaria ministerial solicitar data de audiência a
este Promotor, assim que chegadas as informações requisitadas.
Goianinha/RN, 02 de agosto
de 2016.
Sidharta John Batista da
Silva
Promotor de Justiça
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
PROMOTORIA DA 51ª ZONA ELEITORAL – SÃO GONÇALO DO AMARANTE
Rua Vereador Aildo Mendes, S/N,
Loteamento Samburá - São Gonçalo do Amarante CEP:59290-000
Telefone/Fax:(84) 32784995
Notícia de Fato nº
01.2016.00004742-5
Matéria: Eleitoral
RECOMENDAÇÃO Nº 004/2016 – MPE/RN
O MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL, por sua Promotora Eleitoral que
esta subscreve, no uso de suas atribuições legais e na forma como dispõem os arts. 37, § 1º e 127 da Constituição Federal, Lei
Complementar Federal nº 75/93; Lei Federal nº 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional
do Ministério Público); Lei Federal nº 9.504/97 (Lei das Eleições) e demais
disposições legais aplicáveis à espécie, e;
CONSIDERANDO ser atribuição legal do Ministério Público expedir
recomendações visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública,
bem como ao respeito, aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe
promover (art. 6º, inciso XX da LC 75/93);
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica
e do regime democrático (art. 127 da CF/88), como também o acompanhamento de
todas as fases do processo eleitoral (art. 72 da Lei Complementar Federal n.
75/93);
CONSIDERANDO que a democracia pressupõe liberdade e autonomia do
eleitor na escolha de seus candidatos;
CONSIDERANDO que o abuso do poder econômico e do poder político,
como também o uso indevido dos veículos e meios de comunicação social
constituem expedientes que atentam contra a isonomia de oportunidades dos
candidatos e contra a liberdade de escolha dos eleitores, afetando a
normalidade e a legitimidade das eleições;
CONSIDERANDO finalmente, que diversos gestores costumam custear
eventos relacionados a períodos festivos em seus respectivos municípios;
RESOLVE:
RECOMENDAR a todos os agentes públicos (Prefeito, Vice-Prefeito,
Secretários Municipais, Vereadores e demais agentes públicos) que venham a
realizar ou de qualquer forma apoiar festejos em ano eleitoral, que se
abstenham de realizar qualquer promoção pessoal, mediante exposição de NOMES,
IMAGENS ou VOZ de quaisquer pessoas, através de faixas, cartazes, fotografias,
vídeos, gravações, enfim, quaisquer meios de divulgação que venham a ferir o
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE disposto no art. 37, caput, e seu parágrafo 1.º da
Constituição Federal, assim como, art. 36, § 3º, da Lei Federal nº 9.504/97.
RESSALTA que a inobservância de tais proibições poderão dar ensejo
a Representação por parte do Ministério Público Eleitoral desta zona contra os
responsáveis pelo seu descumprimento, com pedido de condenação pela prática de
propaganda eleitoral antecipada, e, consequentemente, aplicação de multa no
valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil
reais), como reza o art. 36, 3º da Lei 9.504/97, sem prejuízo da apuração de
eventual ocorrência de abuso de poder econômico ou político.
Referida conduta poderá ainda configurar tipo legal de ato de
improbidade administrativa, sujeitando o agente público às penas dispostas na
Lei Federal nº 8.429/92.
Encaminhe-se. Publique-se.
São Gonçalo do Amarante, 29 de julho de 2016
Lucy Figueira Peixoto Mariano da Silva
Promotora Eleitoral
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE ACARI
Rua Antônio Bezerra Fernandes, 115 - CEP: 59.370-000 – Ari de
Pinho, Acari/RN
Telefax (84) 3433-3979 – pmj.acari@mprn.mp.br
AVISO
A Promotoria de Justiça da Comarca de Acari/RN, nos termos do art.
31, § 1º da Resolução nº 002/2008-CPJ, torna pública, para os devidos fins, a
Promoção de Arquivamento do Inquérito Civil nº 006/2005-PmJA
que apura possíveis fraudes em processos licitatórios realizados pela
Prefeitura de Carnaúba dos Dantas, tendo por objeto a recuperação, ampliação e
restauração da Creche Casulo e Jardim de Infância Clívia Marinho Lopes. Fica
concedido aos interessados o prazo de 10 (dez) dias para apresentar razões
escritas ou documentos que possam dar continuidade as investigações.
Acari/RN, 26 de julho de 2016
André Nilton Rodrigues de Oliveira
Promotor de Justiça
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE PARELHAS
R. Manoel Norberto, 195, Centro, Parelhas/RN
Tel/Fax: (084) 3471-2069,
e-mail: pmj.parelhas@mprn.mp.br
TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA Nº 003/2016 – PMJPA
TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO QUE ENTRE SI CELEBRAM O
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E A EMPRESA POSTO DE COMBUSTÍVEIS PARELHAS GÁS LTDA (NOME
FANTASIA POSTO LAÍS II)
Por este instrumento e na melhor forma de direito, de um lado o
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, representado pela
Promotoria de Justiça da Comarca de Parelhas/RN e de outro a empresa POSTO DE
COMBUSTÍVEIS PARELHAS GÁS LTDA, NOME FANTASIA POSTO LAÍS II, CNPJ
24.206.617/0006-30, localizada na Rua
Padre Bento, nº 355, Centro, Parelhas-RN, por seu
representante Sr. Rodrigo Augusto de Oliveira, brasileiro, casado, empresário,
portador do CPF nº 047.527.974-37, com endereço profissional no estabelecimento
acima citado, e na presença de seu gestor ambiental, Sr. Alexandre Wagner de oliveira
Braz, doravante designada, simplesmente, EMPRESA ou EMPREENDIMENTO ou POSTO,
que após tomar conhecimento das investigações levadas a efeito nos autos do
Inquérito Civil nº 06.2011.00002069-3, instaurado em 30 de agosto de 2011, que
apura a regularidade ambiental de empreendimentos que utilizam sistemas de
armazenamento de derivados de petróleo e outros combustíveis e que apura
responsabilidade pela poluição de corpos d’água, do solo e do ar, decorrente de
vazamentos dessas substâncias, resolvem firmar o presente TERMO DE AJUSTAMENTO
DE CONDUTA de que trata a Lei Federal 7.347, de 24 de julho de 1985, com
eficácia de título executivo extrajudicial, nos moldes do que dispõe o § 6º, do
art. 5º da referida Lei e inciso II do art. 585 do Código de Processo Civil,
nos seguintes termos:
INTERVENIENTE:
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
(IDEMA), na qualidade de órgão ambiental licenciador
da atividade, entra como interveniente no presente termo para assumir
obrigações relativas ao: controle dos compromissos assumidos pela empresa;
cumprimento de prazos para priorizar e impor celeridade no licenciamento
ambiental do empreendimento e para estabelecimento de comunicação permanente
com o Ministério Público, nos termos das obrigações constantes neste documento,
adiante firmadas.
FUNDAMENTOS LEGAIS:
CONSIDERANDO que a Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política
Nacional do Meio Ambiente, em seu art. 10 determina que a construção,
instalação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras
de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem
como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão
de prévio licenciamento de órgão ambiental competente;
CONSIDERANDO que toda instalação e sistemas de armazenamento de
derivados de petróleo e outros combustíveis, configuram-se como empreendimentos
potencial ou parcialmente poluidores e geradores de acidentes ambientais e
precisam ser licenciados de acordo com a Resolução 273/2000 do Conselho
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e segundo normas técnicas expedidas pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT);
CONSIDERANDO que as normas NBR 13783, NBR 13785,
NBR 13786, que estabelecem os princípios gerais para seleção dos
equipamentos para o sistema subterrâneo de armazenamento de combustíveis
líquidos destinados a postos de serviços, determinam que os postos localizados
em cidades em que a água do subsolo é utilizada para abastecimento público da
cidade, devem ser classificados como CLASSE 3 e os tanques de armazenamento de
combustível devem ser jaquetados, conhecidos como
TANQUES ECOLÓGICOS;
CONSIDERANDO que o POSTO não possui licença de operação válida;
A empresa assume as seguintes obrigações:
I - OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS PELA EMPRESA:
1. OBRIGAÇÕES BÁSICAS RELATIVAS AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
1.1. Abster-se de realizar qualquer construção, modificação e
ampliação do empreendimento sem a licença ambiental correspondente, sem o
atendimento das normas técnicas expedidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), das diretrizes da Resolução 273/2000 do Conselho Nacional do
Meio Ambiente (CONAMA), com suas alterações e/ou atualizações, e das
determinações do órgão ambiental licenciador, que é o
Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA);
1.2. Abster-se de utilizar ou instalar equipamentos e sistemas que
estejam em desconformidade com as normas exigidas pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT);
1.3. Atender todas as orientações técnicas do órgão ambiental licenciador, IDEMA, no prazo concedido pelo mesmo;
2. OBRIGAÇÕES RELATIVAS AOS COMPARTIMENTOS E ACESSÓRIOS NÃO
ESTANQUES OU DESATIVADOS DO EMPREENDIMENTO
2.1. Abster-se de utilizar qualquer compartimento ou acessório não
estanque e/ou tanque com teste de estanqueidade
vencido ou sem ter sido submetido a teste de estanqueidade
e/ou tanque desativado relativo ao Sistema de Armazenamento Subterrâneo de
Combustíveis (SASC) do empreendimento;
2.2. Apresentar comprovante do mapeamento de tanques antigos
subterrâneos desativados através de Profissionais vinculados à UFRN/FUNPEC.
Prazo: 60 dias;
2.3.Proceder à remoção e destinação (comprovar destinação) de
tanques subterrâneos inativos ou não jaquetados de
acordo com a NBR 14.973 (Posto de serviço – Remoção e Destinação de Tanques
Subterrâneos inativos ou desativados), na presença de profissional da
UFRN/FUNPEC que esteja vinculado ao Projeto de Extensão do Departamento de
Engenharia Mecânica – “Adequação Ambiental de Postos Revendedores de
Combustíveis”. Prazo: 180 dias.
2.4. Abster-se de deixar no solo e/ou em área urbana o tanque
retirado da cava, providenciando a colocação do tanque desativado no caminhão,
imediatamente após ter sido retirado da cava nos termos da NBR 14.973.
2.5. Apresentar comprovante da destinação dos tanques antigos
removidos. Prazo: até 30 dias contados a partir da sua remoção.
2.6. Apresentar resultado das análises das amostras das cavas dos
tanques removidos. Prazo: 30 dias contados a partir da sua remoção.
3. OBRIGAÇÕES RELATIVAS À REFORMA DO SISTEMA DE ARMAZENAMENTO
SUBTERRÂNEO DE COMBUSTÍVEIS (SASC) E SUBSTITUIÇÃO DE TANQUES:
3.1. Apresentar ao IDEMA Relatório de Controle Ambiental (RCA).
Prazo: 60 dias.
3.2. Apresentar ao IDEMA Plano de Manutenção de Equipamentos e
Procedimentos Operacionais em caso de vazamentos e derramamentos de
combustíveis, Plano de Emergência e Plano de Gerenciamento de Resíduos. Todos
relativos ao novo projeto. Prazo: 90 dias.
3.3. Além da sistemática operacional definida no RCA, o
empreendedor deverá realizar medidas mitigadoras e promover a implantação dos
sistemas de proteção e controle, conforme NBR 13786, em especial as descritas a
seguir:
3.3.1. Relativas à proteção contra vazamento:
3.3.1.1. Instalar e manter operante as válvulas de retenção (check valve) na linha de sucção
das bombas. Prazo: 230 dias;
3.3.1.2 Instalar tubulação e conexões em PEAD (Polietileno de Alta
Densidade) para linhas enterradas.
Prazo: 230 dias;
3.3.1.3. Instalar câmara de contenção (sump)
sob as unidades abastecedoras, filtros de óleo diesel, nas bocas de descargas e
câmaras de calçada (boca de visita) dos tanques (direta e a distância). Prazo:
230 dias.
3.3.1.4. Realizar a substituição do Sistema de Armazenamento
Subterrâneo de Combustível (SASC), que deverá ser equipado com tanques jaquetados ou ecológicos (parede dupla com interstício)
(cf. NBR 13785). Prazo: 230 dias.
3.3.1.5. Instalar e manter operante sistema de controle de estoque
eletrônico dos tanques (medição volumétrica automática), bem como instalar e
manter operante sistema de monitoramento eletrônico intersticial dos tanques,
monitoramento das caixas de contenção (sump) das
bombas, filtro de óleo diesel e câmaras de calçada (bocas de visita), por se
tratar de empreendimento classe 3, de acordo com a classificação da NBR 13.786.
Prazo: 230 dias.
3.3.1.6. Em caso de existência de troca de óleo lubrificante no
novo projeto, instalar tanques de óleo usado ou contaminado (queimado)
ecológicos, conforme norma NBR 15.072 da ABNT. Prazo: 230 dias.
3.3.1.7. Realizar os testes de estanqueidade
de qualquer novo SASC e no sistema de GNV (NBR 12236) instalado, e apresentar o
Laudo e o Relatório correspondentes ao IDEMA com a respectiva Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) por uma empresa previamente cadastrada no IDEMA.
O teste de estanqueidade deve ser acompanhado por
profissional vinculado ao Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC – Projeto de
Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica. Prazo: até 60 dias após a
substituição e antes de iniciar a operação das novas instalações.
3.3.2.Obrigações relativas à proteção contra derramamento
3.3.2.1. Instalar piso de concreto impermeabilizado conforme NBR
6118/2003; NBR 12190/92, NBR 7481 e NBR 12042, instruções do DER e DNIT e
demais atualizações e normas pertinentes em todas as áreas: abastecimento,
descarga (direta e a distância), troca de óleo e lavagem de veículos. Prazo:
290 dias.
3.3.2.2. Instalar e manter operante sistema de canaletas
no entorno da pista de abastecimento, área de descarga (direta e a distância) e
área da troca de óleo ligada à caixa SAO (Separadora de Água – Óleo), como
também na área de lavagem de veículos com caixa SAO independente, contendo
caixa de areia. Prazo 290 dias.3.3.2.3. Instalar e manter operante sistema de canaletas no entorno da área de compressores de ar e
geradores (piso impermeável). Prazo 290 dias.
3.3.2.4. Instalar e manter operantes válvulas de proteção Breakaway em todas as mangueiras dos bicos das bombas.
Prazo: 180 dias.
3.3.2.5. Instalar e manter operante caixa (s) Separadora de Água e
Óleo (SAO) em PEAD equipadas com placas coalescentes conforme apresentação de
projeto (disponibilizando-o para fins de fiscalização). Prazo: 230 dias.
3.3.3. Obrigações relativas à proteção contra transbordamento:
3.3.3.1. Instalar e manter operante descarga tipo selada em todos
os bocais dos tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.3.2. Instalar câmara de contenção (spill
container) nos bocais de descarga dos tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.3.3. Instalar válvulas anti-transbordamento
nas tubulações de descarga dos tanques e float-balls
nas tubulações de respiro. Prazo: 180 dias.
3.3.4. Obrigações relativas à emissão de vapores na atmosfera
3.3.4.1. Instalar e manter operante sistema de descarga selada nos
bocais de abastecimento dos tanques, objetivando minimizar que os vapores
gerados no momento da descarga escapem para a atmosfera. Prazo: 230 dias.
3.3.4.2. Instalar e manter operantes válvulas de contenção de
vapores nos respiros dos tanques de combustíveis. Prazo: 230 dias.
3.3.3.5. Obrigações relativas à redução de riscos de acidentes:
3.3.5.1. Adequar os equipamentos elétricos instalados/ligados na
área de abastecimento e demais áreas classificadas, conforme as normas (NBR
14.639, 12.236 e 5598). Prazo: 230 dias.
3.3.5.2. Instalar estruturas de concreto (proteção contra
abalroamento) nos respiros com altura e espessura adequadas, conforme norma
pertinente. Prazo: 230 dias.
3.3.5.3. Apresentar comprovante de capacitação técnica e
treinamento dos funcionários do empreendimento para operação, manutenção e
resposta a incidentes, de acordo com a norma NBR 14276. Sempre possuir pelo
menos 01 funcionário capacitado por turno. Prazo: 230 dias.
3.3.5.4. Instalar eletrodutos à prova de explosão em todas as
áreas classificadas, de acordo com a NBR 5598. Prazo: 230 dias
3.3.5.5. Instalar e manter operante as unidades seladoras nas
bombas e promover o aterramento adequado das mesmas. Prazo: 230 dias.
3.3.5.6. Instalar sistema de aterramento apropriado (incluindo
haste) para descarga da Energia Eletrostática dos caminhões transportadores
(NR10 do MTE), fixado no mínimo a 3m de distância dos bocais de descarga dos
tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.5.7. Instalar Sistema de Proteção para Descargas Atmosféricas
(SPDA) com pára-raios, conforme norma NBR-5419 da
ABNT. Prazo: 230 dias
3.3.5.8. Apresentar “Habite-se do Corpo de Bombeiros” e “Alvará de
Funcionamento da Prefeitura” atualizados. Prazo: 230 dias.
3.3.5.9. Apresentar autorização da ANP para a venda de GLP e
utilização de gaiola apropriada em local adequado. Prazo: 230 dias.
3.3.5.10. Comprovar teste hidrostático e prontuário dos
compressores pneumáticos em geral. Prazo: 60 dias.
3.3.6. Obrigações relativas ao controle de lançamento de efluentes
líquidos e à eficiência da caixa Separadora de Água e Óleo (SAO)
3.3.6.1. Implantar e executar projeto do sistema do SAO compatível
com o volume de efluente gerado. Prazo: 230 dias
3.3.6.2. Executar o Plano de Manutenção do SAO. Prazo: 180 dias.
3.3.6.3. Realizar o lançamento de efluentes líquidos em corpos
receptores de acordo com a Resolução CONAMA nº 357/2005 e realizar análises
físico-químicas trimestrais (conforme termo de referência do IDEMA),
disponibilizando-as para fins de fiscalização. Prazo: 230 dias.
3.3.6.4. Coletar e acondicionar o efluente correspondente à fração
oleosa gerada nas caixas separadoras de água e óleo em tambores de 200 litros,
em área coberta com bacia de contenção, armazenados em local próprio para serem
recolhidos por empresas licenciadas ambientalmente. Prazo: 230 dias.
3.3.6.5. Manter os comprovantes da última coleta dos resíduos
líquidos oleosos da Caixa Separadora de Água e Óleo (Caixa SAO) ou contrato com
empresa para iniciar a atividade. Prazo: 90 dias após instalar nova caixa SAO.
3.3.6.6. Comprovar resultados das análises TOG (Teor de Óleo e
Graxa) da caixa SAO. Prazo: 90 dias após instalar nova caixa SAO.
3.3.6.7. Instalar sumidouro para águas pluviais (NBR 13786) e
saída da caixa SAO. Prazo: 180 dias.
3.3.7. Obrigações relativas à disposição dos resíduos sólidos
3.3.7.1. Acondicionar os resíduos de natureza industrial, ou seja,
os “Resíduos Classe-1” ou “Resíduos Perigosos” (NBR 10.004) — embalagens de
produtos químicos vazias, estopas contaminadas e resíduo das caixas separadoras
de água e óleo em vasilhames (Tambores) específicos e armazenados em local
próprio para serem recolhidos por empresa que possua licença ambiental. Prazo:
230 dias.
3.3.7.2. Manter os comprovantes da destinação dos resíduos classe
1, cumprindo o disposto nas normas ambientais e técnicas vigentes, para efeitos
de fiscalização. Prazo: 230 dias para início da obrigação
3.3.7.3. Implementar Plano de Gerenciamento de Resíduos, conforme
Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 230 dias
3.3.7.4. Manter no local e conservar a plaqueta (selo TAG)
identificador do tanque, fixada pelos peritos do Ministério Público por ocasião
da realização do Teste de Estanqueidade;
3.3.7.5. Abster-se de utilizar tanques inativos ou recuperados e
sem a plaqueta (selo TAG) de identificação e controle do Ministério Público
e/ou do IDEMA;
3.3.7.6. Apresentar ao IDEMA Plano de Remoção/Desativação de
tanques, conforme Termo de Referência do IDEMA. Prazo: 60 dias;
3.3.7.7. Proceder à remoção dos tanques desativados na presença de
servidor do IDEMA ou de profissional vinculado ao Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC
– Projeto de Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica.
4. OBRIGAÇÕES RELATIVAS À INVESTIGAÇÃO DE PASSIVO AMBIENTAL
4.1. Apresentar relatório conclusivo correspondente à investigação
Preliminar de Passivo Ambiental na área do empreendimento de acordo com Termo
de Referência emitido pelo IDEMA, realizado por empresa cadastrada no IDEMA,
com o acompanhamento de servidor do IDEMA e de profissional da UFRN/FUNPEC que
esteja vinculado ao Projeto de Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica –
“Adequação Ambiental de Postos Revendedores de Combustíveis”. Prazo: 120 dias. As coletas deverão ser
realizadas com o acompanhamento de profissionais vinculados ao referido Projeto
e as análises deverão ser realizadas pelo Laboratório da UFRN, também vinculado
ao referido Projeto de Extensão.
4.2. No caso da existência de passivo ambiental, apontada no
relatório de Investigação Preliminar de Passivo Ambiental ou no resultado do
Teste de GPR ou georadar apresentar Relatório
relativo à Investigação Confirmatória de Passivo com base em laudos de
laboratórios certificados ou acreditados
por organismos oficiais competentes para definir os limites da pluma de
contaminação, determinar as concentrações dos contaminantes e caracterizar o
meio físico da área sob investigação, conforme Termo de Referência emitido pelo
IDEMA. Prazo: 150 dias.
4.3. No caso da Investigação Confirmatória de Passivo Ambiental,
apresentar Relatório de Avaliação de Risco, com vistas a identificar,
quantificar e determinar os riscos à saúde humana, ao meio ambiente e a outros
bens a proteger, observando se o nível de risco está acima do aceitável, tomando como base a metodologia descrita na
norma ASTM 204-01 Guide for Risk
Based Corrective Action at Chemical
Release Sites (RBCA),desenvolvida pela American Society for Testing and Materials (ASTM) para áreas
com problemas de contaminação por hidrocarbonetos derivados de petróleo (HDP),
conforme Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 230 dias.
5. OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO PLANO DE REMEDIAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA
5.1. No caso do resultado da Avaliação de risco indicar existência
de risco para a saúde humana e para o meio ambiente, apresentar ao IDEMA um
Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), conforme Termo de Referência
emitido pelo IDEMA. Prazo: 60 dias, com a adoção das medidas urgentes determinadas pelo IDEMA, nos
prazos designados pelo IDEMA.
5.2. Implementar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD)
de acordo com o Termo de Referência elaborado e aprovado pelo IDEMA. Prazo: 30
dias para iniciar, a contar do resultado da Avaliação de Risco.
6- OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO MONITORAMENTO, À EDUCAÇÃO E PROPAGAÇÃO
DA SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE ECONÔMICA DESENVOLVIDA
6.1. Cumpri como obrigação de Compensação Ambiental constante no
Projeto do Ministério Público de Educação e Propagação da sustentabilidade da
Atividade Econômica Desenvolvida por Postos de Revenda de Combustíveis, o
pagamento do Valor da Compensação Ambiental, calculado pela subtração do
Conceito Ambiental do posto, do valor de 10 (conceito máximo) e,
posteriormente, pelo produto desse resultado vezes 1.000,00 reais (valor de
referência), no prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento de ofício do Parquet, montante que será empregado para fins de aquisição
de produtos ou serviços (ou contratação dos mesmos, a critério do Parquet) com fins ambientais, mediante comprovação do
pagamento por recibo juntado aos autos.
VCA= (10,00 - CA) x VR
VCA= Valor da Compensação Ambiental
VR= Valor de Referência (1000)
CA= Conceito Ambiental
VCA= (10,00 – 5,00) x 1.000,00
VCA= 5.000,00 (cinco mil e quinhentos) reais.
7- OBRIGAÇÕES RELATIVAS À VERIFICAÇÃO DOCUMENTAL
7.1. Apresentar plantas do SASC mais ART assinadas. Prazo: 230
dias.
7.2. Apresentar certificado de avaliação de conformidade da
empresa/profissional instalador do posto emitido por OCA (Organismo de
Certificação Acreditado) pelo INMETRO. Prazo: 230 dias.
7.3. Apresentar
plantas dos Circuitos elétricos incluindo alimentação das bombas mais ART
assinadas. Prazo: 230 dias.
7.4. Apresentar
plantas do monitoramento, vazamento e esquema Unifilar.
Prazo: 230 dias.
7.5. Apresentar
lista com detalhes, dimensões e materiais da instalação. Prazo: 230 dias.
7.6. Apresentar
plantas das instalações hidrossanitárias incluindo rede de esgoto mais ART
assinadas. Prazo: 230 dias.
7.7. Apresentar plantas de drenagem oleosa e plantas das águas
pluviais incluindo sumidouros mais ART assinadas. Prazo: 230 dias.
7.8. Apresentar nota fiscal dos tanques novos adquiridos e licença
de instalação ou similar. Prazo: 230 dias.
7.9. Apresentar projeto do sistema SPDA mais ART assinada. Prazo:
230 dias.
8- OBRIGAÇÕES RELATIVAS À VERIFICAÇÃO DE CONFORMIDADE DAS NOVAS
INSTALAÇÕES
8.1. Apresentar atestado de conformidade das novas instalações às
normas técnicas e exigências legais expedido por profissional vinculado ao
Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC – Projeto de Extensão do Departamento de
Engenharia Mecânica – Adequação Ambiental de Postos Revendedores de
Combustíveis. Prazo: 360 dias.
8.2. Realizar todas as adequações cuja necessidade de ajuste seja
detectada no Relatório Técnico que acompanha o Atestado de não conformidade.
Prazo: 460 dias.
II- OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS PELO IDEMA:
1. Designar grupo de trabalho específico para a análise dos
documentos relativos ao licenciamento ambiental do EMPREENDIMENTO, de modo a
dar celeridade a todo o procedimento correspondente, bem como a controlar e
fiscalizar as obrigações assumidas pela empresa. Prazo: 30 dias
2. Apreciar o pedido de licença ambiental requerido pelo
EMPREENDIMENTO no prazo de 60 dias.
3. No caso de existência de documentos ou providências pendentes
pelo EMPREENDEDOR, conceder o prazo adicional de 30 dias para a apresentação
das pendências e apreciar os documentos novos, no prazo de 30 dias.
4. Adotar o procedimento legal para aplicação das sanções
administrativas correspondentes, em caso de descumprimento por parte da empresa
das cláusulas do presente Termo de Ajustamento de Conduta que em tese possam
configurar infrações administrativas;
5. Disponibilizar os Termos de Referência (TR) solicitados pelo
empreendedor até 15 dias após o requerimento.
6. O próprio técnico será o responsável pelo acompanhamento das
obrigações assumidas pelo empreendedor relativas à investigação de passivo
ambiental;
CONTROLE DAS OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS
1.A empresa deverá encaminhar à Promotoria de Justiça da Comarca
de Parelhas e ao IDEMA relatório semestral sucinto prestando contas do
cumprimento de cada compromisso assumido no presente acordo;
2. A EMPRESA deverá informar imediatamente à Promotoria de Justiça
da Comarca de Parelhas e ao IDEMA sobre todo e qualquer novo evento que venha a
ocorrer em decorrência de suas atividades ajustadas no presente termo que possa
causar situações de perigo, poluição ou degradação ambiental;
3. No caso de descumprimento dos compromissos e prazos pactuados
neste termo de ajustamento, pela EMPRESA, fica desde já fixada a multa diária
cominatória de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), independentemente das obrigações
de fazer ou não fazer o que foi pactuado;
4. O não-pagamento da multa implica em
sua cobrança pelo Ministério Público ou pela Fazenda Pública, com correção
montaria e juros legais sobre o montante devido;
5. O montante arrecadado será depositado nos termos do parágrafo
único, art. 13 da Lei 7.347/85;
6. A empresa compromete-se a cumprir toda a legislação ambiental e
todos os procedimentos normativos relativos aos serviços que tratam o presente
termo de ajustamento;
7. A empresa obriga-se a suportar os custos dos trabalhos técnicos
que, porventura, tiverem que ser realizados pelo Ministério Público, e pelo
IDEMA no que diz respeito ao objeto do presente ajuste, para conferir dados
sonegados ao órgão ambiental ou ao público em geral, bem como para atender
diligência requisitada à EMPRESA pelo órgão ambiental, para realizar diligência
decorrente de obrigação não cumprida ou
não realizada no tempo concedido;
8. Sendo necessário, as cláusulas deste ajuste poderão ser
aditadas para adequação às situações não previstas neste acordo;
9. Este compromisso produzirá efeitos legais a partir de sua
celebração e terá eficácia de título executivo extrajudicial, na forma dos arts. 5°, § 6.°, da Lei 7.347/85 e 585, VII, do Código de
Processo Civil;
10. E, por estarem de acordo, firmam o presente termo.
Parelhas/RN, 03 de maio de 2016.
Rodrigo Augusto de Oliveira
Responsável pelo Posto Laís II
Alexandre Wagner de Oliveira Braz
Gestor Ambiental da empresa
Diretor do IDEMA
Kaline Cristina Dantas Pinto
Promotora de Justiça de Parelhas
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE PARELHAS
R. Manoel Norberto, 195, Centro, Parelhas/RN
Tel/Fax: (084) 3471-2069,
e-mail: pmj.parelhas@mprn.mp.br
TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA Nº 004/2016 – PMJPA
TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO QUE ENTRE SI CELEBRAM O
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E A EMPRESA POSTO DE COMBUSTÍVEIS PARELHAS GÁS LTDA (NOME
FANTASIA POSTO LAÍS I)
Por este instrumento e na melhor forma de direito, de um lado o
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, representado pela
Promotoria de Justiça da Comarca de Parelhas/RN e de outro a empresa POSTO DE
COMBUSTÍVEIS PARELHAS GÁS LTDA, NOME FANTASIA POSTO LAÍS I, CNPJ
24.206.617/0002-07, localizada na Av. Inácio Soares Barbosa, s/n, Parelhas/RN,
por seu representante Sr. Rodrigo Augusto de Oliveira, brasileiro, casado,
empresário, portador do CPF nº 047.527.974-37, com endereço profissional no
estabelecimento acima citado, e na presença de seu gestor ambiental, Sr.
Alexandre Wagner de oliveira Braz, doravante designada, simplesmente, EMPRESA
ou EMPREENDIMENTO ou POSTO, que após tomar conhecimento das investigações
levadas a efeito nos autos do Inquérito Civil nº 06.2011.00002067-1, instaurado
em 30 de agosto de 2011, que apura a regularidade ambiental de empreendimentos
que utilizam sistemas de armazenamento de derivados de petróleo e outros
combustíveis e que apura responsabilidade pela poluição de corpos d’água, do
solo e do ar, decorrente de vazamentos dessas substâncias, resolvem firmar o
presente TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA de que trata a Lei Federal 7.347, de
24 de julho de 1985, com eficácia de título executivo extrajudicial, nos moldes
do que dispõe o § 6º, do art. 5º da referida Lei e inciso II do art. 585 do
Código de Processo Civil, nos seguintes termos:
INTERVENIENTE:
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
(IDEMA), na qualidade de órgão ambiental licenciador
da atividade, entra como interveniente no presente termo para assumir
obrigações relativas ao: controle dos compromissos assumidos pela empresa;
cumprimento de prazos para priorizar e impor celeridade no licenciamento
ambiental do empreendimento e para estabelecimento de comunicação permanente
com o Ministério Público, nos termos das obrigações constantes neste documento,
adiante firmadas.
FUNDAMENTOS LEGAIS:
CONSIDERANDO que a Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política
Nacional do Meio Ambiente, em seu art. 10 determina que a construção,
instalação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras
de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem
como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão
de prévio licenciamento de órgão ambiental competente;
CONSIDERANDO que toda instalação e sistemas de armazenamento de
derivados de petróleo e outros combustíveis, configuram-se como empreendimentos
potencial ou parcialmente poluidores e geradores de acidentes ambientais e
precisam ser licenciados de acordo com a Resolução 273/2000 do Conselho
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e segundo normas técnicas expedidas pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT);
CONSIDERANDO que as normas NBR 13783, NBR 13785,
NBR 13786, que estabelecem os princípios gerais para seleção dos
equipamentos para o sistema subterrâneo de armazenamento de combustíveis
líquidos destinados a postos de serviços, determinam que os postos localizados
em cidades em que a água do subsolo é utilizada para abastecimento público da
cidade, devem ser classificados como CLASSE 3 e os tanques de armazenamento de
combustível devem ser jaquetados, conhecidos como
TANQUES ECOLÓGICOS;
CONSIDERANDO que o POSTO não possui licença de operação válida;
A empresa assume as seguintes obrigações:
I - OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS PELA EMPRESA:
1.OBRIGAÇÕES BÁSICAS RELATIVAS AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
1.1.Abster-se de realizar qualquer construção, modificação e
ampliação do empreendimento sem a licença ambiental correspondente, sem o
atendimento das normas técnicas expedidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), das diretrizes da Resolução 273/2000 do Conselho Nacional do
Meio Ambiente (CONAMA), com suas alterações e/ou atualizações, e das
determinações do órgão ambiental licenciador, que é o
Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA);
1.2.Abster-se de utilizar ou instalar equipamentos e sistemas que
estejam em desconformidade com as normas exigidas pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT);
1.3.Atender todas as orientações técnicas do órgão ambiental licenciador, IDEMA, no prazo concedido pelo mesmo;
2.OBRIGAÇÕES RELATIVAS AOS COMPARTIMENTOS E ACESSÓRIOS NÃO
ESTANQUES OU DESATIVADOS DO EMPREENDIMENTO
2.1. Abster-se de utilizar
qualquer compartimento ou acessório não estanque e/ou tanque com teste de estanqueidade vencido ou sem ter sido submetido a teste de estanqueidade e/ou tanque desativado relativo ao Sistema de
Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis (SASC) do empreendimento;
2.2. Apresentar comprovante do mapeamento de tanques antigos
subterrâneos desativados através de Profissionais vinculados à UFRN/FUNPEC.
Prazo: 60 dias;
2.3. Proceder à remoção e destinação (comprovar destinação) de
tanques subterrâneos inativos ou não jaquetados de
acordo com a NBR 14.973 (Posto de serviço – Remoção e Destinação de Tanques
Subterrâneos inativos ou desativados), na presença de profissional da
UFRN/FUNPEC que esteja vinculado ao Projeto de Extensão do Departamento de
Engenharia Mecânica – “Adequação Ambiental de Postos Revendedores de Combustíveis”.
Prazo: 180 dias.
2.4. Abster-se de deixar no
solo e/ou em área urbana o tanque retirado da cava, providenciando a colocação
do tanque desativado no caminhão, imediatamente após ter sido retirado da cava
nos termos da NBR 14.973.
2.5. Apresentar comprovante da destinação dos tanques antigos
removidos. Prazo: até 30 dias contados a partir da sua remoção.
2.6. Apresentar resultado das análises das amostras das cavas dos
tanques removidos. Prazo: 30 dias contados a partir da sua remoção.
3. OBRIGAÇÕES RELATIVAS À REFORMA DO SISTEMA DE ARMAZENAMENTO
SUBTERRÂNEO DE COMBUSTÍVEIS (SASC) E SUBSTITUIÇÃO DE TANQUES:
3.1.Apresentar ao IDEMA Relatório de Controle Ambiental (RCA).
Prazo: 60 dias.
3.2. Apresentar ao IDEMA Plano de Manutenção de Equipamentos e
Procedimentos Operacionais em caso de vazamentos e derramamentos de
combustíveis, Plano de Emergência e Plano de Gerenciamento de Resíduos. Todos
relativos ao novo projeto. Prazo: 90 dias.
3.3. Além da sistemática operacional definida no RCA, o
empreendedor deverá realizar medidas mitigadoras e promover a implantação dos
sistemas de proteção e controle, conforme NBR 13786, em especial as descritas a
seguir:
3.3.1. Relativas à proteção contra vazamento:
3.3.1.1. Instalar e manter operante as válvulas de retenção (check valve) na linha de sucção
das bombas. Prazo: 230 dias;
3.3.1.2. Instalar tubulação e conexões em PEAD (Polietileno de
Alta Densidade) para linhas enterradas.
Prazo: 230 dias;
3.3.1.3. Instalar câmara de contenção (sump)
sob as unidades abastecedoras, filtros de óleo diesel, nas bocas de descargas e
câmaras de calçada (boca de visita) dos tanques (direta e a distância). Prazo:
230 dias.
3.3.1.4. Realizar a substituição do Sistema de Armazenamento
Subterrâneo de Combustível (SASC), que deverá ser equipado com tanques jaquetados ou ecológicos (parede dupla com interstício)
(cf. NBR 13785). Prazo: 230 dias.
3.3.1.5. Instalar e manter operante sistema de controle de estoque
eletrônico dos tanques (medição volumétrica automática), bem como instalar e
manter operante sistema de monitoramento eletrônico intersticial dos tanques,
monitoramento das caixas de contenção (sump) das
bombas, filtro de óleo diesel e câmaras de calçada (bocas de visita), por se
tratar de empreendimento classe 3, de acordo com a classificação da NBR 13.786.
Prazo: 230 dias.
3.3.1.6. Em caso de existência de troca de óleo lubrificante no
novo projeto, instalar tanques de óleo usado ou contaminado (queimado)
ecológicos, conforme norma NBR 15.072 da ABNT. Prazo: 230 dias.
3.3.1.7. Realizar os testes de estanqueidade
de qualquer novo SASC e no sistema de GNV (NBR 12236) instalado, e apresentar o
Laudo e o Relatório correspondentes ao IDEMA com a respectiva Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) por uma empresa previamente cadastrada no IDEMA.
O teste de estanqueidade deve ser acompanhado por
profissional vinculado ao Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC – Projeto de
Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica. Prazo: até 60 dias após a
substituição e antes de iniciar a operação das novas instalações.
3.3.2. Obrigações relativas à proteção contra derramamento
3.3.2.1. Instalar piso de concreto impermeabilizado conforme NBR
6118/2003; NBR 12190/92, NBR 7481 e NBR 12042, instruções do DER e DNIT e
demais atualizações e normas pertinentes em todas as áreas: abastecimento,
descarga (direta e a distância), troca de óleo e lavagem de veículos. Prazo:
290 dias.
3.3.2.2. Instalar e manter operante sistema de canaletas
no entorno da pista de abastecimento, área de descarga (direta e a distância) e
área da troca de óleo ligada à caixa SAO (Separadora de Água – Óleo), como
também na área de lavagem de veículos com caixa SAO independente, contendo
caixa de areia. Prazo 290 dias.
3.3.2.3. Instalar e manter operante sistema de canaletas
no entorno da área de compressores de ar e geradores (piso impermeável). Prazo
290 dias.
3.3.2.4. Instalar e manter
operantes válvulas de proteção Breakaway em todas as
mangueiras dos bicos das bombas. Prazo: 180 dias.
3.3.2.5. Instalar e manter operante caixa (s) Separadora de Água e
Óleo (SAO) em PEAD equipadas com placas coalescentes conforme apresentação de
projeto (disponibilizando-o para fins de fiscalização). Prazo: 230 dias.
3.3.3.Obrigações relativas à proteção contra transbordamento:
3.3.3.1. Instalar e manter operante descarga tipo selada em todos
os bocais dos tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.3.2. Instalar câmara de contenção (spill
container) nos bocais de descarga dos tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.3.3. Instalar válvulas anti-transbordamento
nas tubulações de descarga dos tanques e float-balls
nas tubulações de respiro. Prazo: 180 dias.
3.3.4. Obrigações relativas à emissão de vapores na atmosfera
3.3.4.1. Instalar e manter operante sistema de descarga selada nos
bocais de abastecimento dos tanques, objetivando minimizar que os vapores
gerados no momento da descarga escapem para a atmosfera. Prazo: 230 dias.
3.3.4.2. Instalar e manter
operantes válvulas de contenção de vapores nos respiros dos tanques de
combustíveis. Prazo: 230 dias.
3.3.3.5. Obrigações relativas à redução de riscos de acidentes:
3.3.5.1. Adequar os equipamentos elétricos instalados/ligados na
área de abastecimento e demais áreas classificadas, conforme as normas (NBR
14.639, 12.236 e 5598). Prazo: 230 dias.
3.3.5.2. Instalar estruturas de concreto (proteção contra
abalroamento) nos respiros com altura e espessura adequadas, conforme norma
pertinente. Prazo: 230 dias.
3.3.5.3. Apresentar comprovante de capacitação técnica e
treinamento dos funcionários do empreendimento para operação, manutenção e
resposta a incidentes, de acordo com a norma NBR 14276. Sempre possuir pelo
menos 01 funcionário capacitado por turno. Prazo: 230 dias.
3.3.5.4. Instalar eletrodutos à prova de explosão em todas as
áreas classificadas, de acordo com a NBR 5598. Prazo: 230 dias
3.3.5.5. Instalar e manter operante as unidades seladoras nas
bombas e promover o aterramento adequado das mesmas. Prazo: 230 dias.
3.3.5.6. Instalar sistema de aterramento apropriado (incluindo
haste) para descarga da Energia Eletrostática dos caminhões transportadores
(NR10 do MTE), fixado no mínimo a 3m de distância dos bocais de descarga dos
tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.5.7. Instalar Sistema
de Proteção para Descargas Atmosféricas (SPDA) com pára-raios,
conforme norma NBR-5419 da ABNT. Prazo: 230 dias
3.3.5.8. Apresentar “Habite-se do Corpo de Bombeiros” e “Alvará de
Funcionamento da Prefeitura” atualizados. Prazo: 230 dias.
3.3.5.9. Apresentar autorização da ANP para a venda de GLP e
utilização de gaiola apropriada em local adequado. Prazo: 230 dias.
3.3.5.10. Comprovar teste hidrostático e prontuário dos
compressores pneumáticos em geral. Prazo: 60 dias.
3.3.6. Obrigações relativas ao controle de lançamento de efluentes
líquidos e à eficiência da caixa Separadora de Água e Óleo (SAO)
3.3.6.1. Implantar e executar projeto do sistema do SAO compatível
com o volume de efluente gerado. Prazo: 230 dias
3.3.6.2. Executar o Plano de Manutenção do SAO. Prazo: 180 dias.
3.3.6.3. Realizar o lançamento de efluentes líquidos em corpos
receptores de acordo com a Resolução CONAMA nº 357/2005 e realizar análises
físico-químicas trimestrais (conforme termo de referência do IDEMA),
disponibilizando-as para fins de fiscalização. Prazo: 230 dias.
3.3.6.4. Coletar e acondicionar o efluente correspondente à fração
oleosa gerada nas caixas separadoras de água e óleo em tambores de 200 litros,
em área coberta com bacia de contenção, armazenados em local próprio para serem
recolhidos por empresas licenciadas ambientalmente. Prazo: 230 dias.
3.3.6.5. Manter os comprovantes da última coleta dos resíduos
líquidos oleosos da Caixa Separadora de Água e Óleo (Caixa SAO) ou contrato com
empresa para iniciar a atividade. Prazo: 90 dias após instalar nova caixa SAO.
3.3.6.6. Comprovar resultados das análises TOG (Teor de Óleo e
Graxa) da caixa SAO. Prazo: 90 dias após instalar nova caixa SAO.
3.3.6.7. Instalar sumidouro para águas pluviais (NBR 13786) e
saída da caixa SAO. Prazo: 180 dias.
3.3.7. Obrigações relativas à disposição dos resíduos sólidos
3.3.7.1. Acondicionar os resíduos de natureza industrial, ou seja,
os “Resíduos Classe-1” ou “Resíduos Perigosos” (NBR 10.004) — embalagens de
produtos químicos vazias, estopas contaminadas e resíduo das caixas separadoras
de água e óleo em vasilhames (Tambores) específicos e armazenados em local
próprio para serem recolhidos por empresa que possua licença ambiental. Prazo:
230 dias.
3.3.7.2. Manter os comprovantes da destinação dos resíduos classe
1, cumprindo o disposto nas normas ambientais e técnicas vigentes, para efeitos
de fiscalização. Prazo: 230 dias para início da obrigação
3.3.7.3. Implementar Plano de Gerenciamento de Resíduos, conforme
Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 230 dias
3.3.7.4. Manter no local e conservar a plaqueta (selo TAG)
identificador do tanque, fixada pelos peritos do Ministério Público por ocasião
da realização do Teste de Estanqueidade;
3.3.7.5. Abster-se de utilizar tanques inativos ou recuperados e
sem a plaqueta (selo TAG) de identificação e controle do Ministério Público
e/ou do IDEMA;
3.3.7.6. Apresentar ao IDEMA Plano de Remoção/Desativação de
tanques, conforme Termo de Referência do IDEMA. Prazo: 60 dias;
3.3.7.7. Proceder à remoção dos tanques desativados na presença de
servidor do IDEMA ou de profissional vinculado ao Projeto de Extensão da
UFRN/FUNPEC – Projeto de Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica.
4. OBRIGAÇÕES RELATIVAS À INVESTIGAÇÃO DE PASSIVO AMBIENTAL
4.1. Apresentar relatório conclusivo correspondente à investigação
Preliminar de Passivo Ambiental na área do empreendimento de acordo com Termo
de Referência emitido pelo IDEMA, realizado por empresa cadastrada no IDEMA,
com o acompanhamento de servidor do IDEMA e de profissional da UFRN/FUNPEC que
esteja vinculado ao Projeto de Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica
– “Adequação Ambiental de Postos Revendedores de Combustíveis”. Prazo: 120 dias. As coletas deverão ser
realizadas com o acompanhamento de profissionais vinculados ao referido Projeto
e as análises deverão ser realizadas pelo Laboratório da UFRN, também vinculado
ao referido Projeto de Extensão.
4.2. No caso da existência de passivo ambiental, apontada no
relatório de Investigação Preliminar de Passivo Ambiental ou no resultado do
Teste de GPR ou georadar apresentar Relatório
relativo à Investigação Confirmatória de Passivo com base em laudos de
laboratórios certificados ou acreditados
por organismos oficiais competentes para definir os limites da pluma de
contaminação, determinar as concentrações dos contaminantes e caracterizar o
meio físico da área sob investigação, conforme Termo de Referência emitido pelo
IDEMA. Prazo: 150 dias.
4.3. No caso da Investigação Confirmatória de Passivo Ambiental,
apresentar Relatório de Avaliação de Risco, com vistas a identificar,
quantificar e determinar os riscos à saúde humana, ao meio ambiente e a outros
bens a proteger, observando se o nível de risco está acima do aceitável, tomando como base a metodologia descrita na
norma ASTM 204-01 Guide for Risk
Based Corrective Action at Chemical
Release Sites (RBCA),desenvolvida pela American Society for Testing and Materials (ASTM) para áreas
com problemas de contaminação por hidrocarbonetos derivados de petróleo (HDP),
conforme Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 230 dias.
5. OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO PLANO DE REMEDIAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA
5.1. No caso do resultado da Avaliação de risco indicar existência
de risco para a saúde humana e para o meio ambiente, apresentar ao IDEMA um
Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), conforme Termo de Referência
emitido pelo IDEMA. Prazo: 60 dias, com a adoção das medidas urgentes determinadas pelo IDEMA, nos
prazos designados pelo IDEMA.
5.2. Implementar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD)
de acordo com o Termo de Referência elaborado e aprovado pelo IDEMA. Prazo: 30
dias para iniciar, a contar do resultado da Avaliação de Risco.
6- OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO MONITORAMENTO, À EDUCAÇÃO E PROPAGAÇÃO
DA SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE ECONÔMICA DESENVOLVIDA
6.1.Cumprir como obrigação de Compensação Ambiental constante no
Projeto do Ministério Público de Educação e Propagação da sustentabilidade da
Atividade Econômica Desenvolvida por Postos de Revenda de Combustíveis, o
pagamento do Valor da Compensação Ambiental, calculado pela subtração do
Conceito Ambiental do posto, do valor de 10 (conceito máximo) e,
posteriormente, pelo produto desse resultado vezes 1.000,00 reais (valor de
referência), no prazo de 60 (sessenta) dias a contar do recebimento de ofício
do Parquet, montante que será empregado para fins de
aquisição de produtos ou serviços (ou contratação dos mesmos, a critério do Parquet) com fins ambientais, mediante comprovação do
pagamento por recibo juntado aos autos.
VCA= (10,00 - CA) x VR
VCA= Valor da Compensação Ambiental
VR= Valor de Referência (1000)
CA= Conceito Ambiental
VCA= (10,00 – 5,00) x 1.000,00
VCA= 5.000,00 (cinco mil e quinhentos) reais.
7- OBRIGAÇÕES RELATIVAS À VERIFICAÇÃO DOCUMENTAL
7.1. Apresentar plantas do SASC mais ART assinadas. Prazo: 230
dias.
7.2. Apresentar certificado de avaliação de conformidade da
empresa/profissional instalador do posto emitido por OCA (Organismo de
Certificação Acreditado) pelo INMETRO. Prazo: 230 dias.
7.3. Apresentar
plantas dos Circuitos elétricos incluindo alimentação das bombas mais ART
assinadas. Prazo: 230 dias.
7.4. Apresentar
plantas do monitoramento, vazamento e esquema Unifilar.
Prazo: 230 dias.
7.5. Apresentar
lista com detalhes, dimensões e materiais da instalação. Prazo: 230 dias.
7.6. Apresentar
plantas das instalações hidrossanitárias incluindo rede de esgoto mais ART
assinadas. Prazo: 230 dias.
7.7. Apresentar plantas de drenagem oleosa e plantas das águas
pluviais incluindo sumidouros mais ART assinadas. Prazo: 230 dias.
7.8. Apresentar nota fiscal dos tanques novos adquiridos e licença
de instalação ou similar. Prazo: 230 dias.
7.9. Apresentar projeto do sistema SPDA mais ART assinada. Prazo:
230 dias.
8- OBRIGAÇÕES RELATIVAS À VERIFICAÇÃO DE CONFORMIDADE DAS NOVAS
INSTALAÇÕES
8.1. Apresentar atestado de conformidade das novas instalações às
normas técnicas e exigências legais expedido por profissional vinculado ao
Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC – Projeto de Extensão do Departamento de
Engenharia Mecânica – Adequação Ambiental de Postos Revendedores de
Combustíveis. Prazo: 360 dias.
8.2. Realizar todas as adequações cuja necessidade de ajuste seja
detectada no Relatório Técnico que acompanha o Atestado de não conformidade.
Prazo: 460 dias.
II- OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS PELO IDEMA:
1. Designar grupo de trabalho específico para a análise dos documentos
relativos ao licenciamento ambiental do EMPREENDIMENTO, de modo a dar
celeridade a todo o procedimento correspondente, bem como a controlar e
fiscalizar as obrigações assumidas pela empresa. Prazo: 30 dias
2. Apreciar o pedido de licença ambiental requerido pelo
EMPREENDIMENTO no prazo de 60 dias.
3. No caso de existência de documentos ou providências pendentes
pelo EMPREENDEDOR, conceder o prazo adicional de 30 dias para a apresentação
das pendências e apreciar os documentos novos, no prazo de 30 dias.
4. Adotar o procedimento legal para aplicação das sanções
administrativas correspondentes, em caso de descumprimento por parte da empresa
das cláusulas do presente Termo de Ajustamento de Conduta que em tese possam
configurar infrações administrativas;
5.Disponibilizar os Termos de Referência (TR) solicitados pelo
empreendedor até 15 dias após o requerimento.
6.O próprio técnico será o responsável pelo acompanhamento das
obrigações assumidas pelo empreendedor relativas à investigação de passivo ambiental;
CONTROLE DAS OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS
1. A empresa deverá encaminhar à Promotoria de Justiça da Comarca
de Parelhas e ao IDEMA relatório semestral sucinto prestando contas do
cumprimento de cada compromisso assumido no presente acordo;
2. A EMPRESA deverá informar imediatamente à Promotoria de Justiça
da Comarca de Parelhas e ao IDEMA sobre todo e qualquer novo evento que venha a
ocorrer em decorrência de suas atividades ajustadas no presente termo que possa
causar situações de perigo, poluição ou degradação ambiental;
3. No caso de descumprimento dos compromissos e prazos pactuados
neste termo de ajustamento, pela EMPRESA, fica desde já fixada a multa diária
cominatória de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), independentemente das obrigações
de fazer ou não fazer o que foi pactuado;
4. O não-pagamento da multa implica em
sua cobrança pelo Ministério Público ou pela Fazenda Pública, com correção
montaria e juros legais sobre o montante devido;
5. O montante arrecadado será depositado nos termos do parágrafo único,
art. 13 da Lei 7.347/85;
6. A empresa compromete-se a cumprir toda a legislação ambiental e
todos os procedimentos normativos relativos aos serviços que tratam o presente
termo de ajustamento;
7. A empresa obriga-se a suportar os custos dos trabalhos técnicos
que, porventura, tiverem que ser realizados pelo Ministério Público, e pelo
IDEMA no que diz respeito ao objeto do presente ajuste, para conferir dados
sonegados ao órgão ambiental ou ao público em geral, bem como para atender
diligência requisitada à EMPRESA pelo órgão ambiental, para realizar diligência
decorrente de obrigação não cumprida ou
não realizada no tempo concedido;
8. Sendo necessário, as cláusulas deste ajuste poderão ser
aditadas para adequação às situações não previstas neste acordo;
9. Este compromisso produzirá efeitos legais a partir de sua
celebração e terá eficácia de título executivo extrajudicial, na forma dos arts. 5°, § 6.°, da Lei 7.347/85 e 585, VII, do Código de
Processo Civil;
10. E, por estarem de acordo, firmam o presente termo.
Parelhas/RN, 03 de maio de 2016.
Rodrigo Augusto de Oliveira
Responsável pelo Posto Laís I
Alexandre Wagner de Oliveira Braz
Gestor Ambiental da empresa
Diretor do IDEMA
Kaline Cristina Dantas Pinto -
Promotora de Justiça de Parelhas
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE PARELHAS
R. Manoel Norberto, 195, Centro, Parelhas/RN
Tel/Fax: (084) 3471-2069,
e-mail: pmj.parelhas@mprn.mp.br
TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA Nº 005/2016 – PMJPA
TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO QUE ENTRE SI CELEBRAM O
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E A EMPRESA POSTO DE COMBUSTÍVEIS PARELHAS GÁS LTDA (NOME
FANTASIA POSTO LAÍS X)
Por este instrumento e na melhor forma de direito, de um lado o
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, representado pela
Promotoria de Justiça da Comarca de Parelhas/RN e de outro a empresa POSTO DE
COMBUSTÍVEIS PARELHAS GÁS LTDA, NOME FANTASIA POSTO LAÍS X, CNPJ
24.206.617/0014-40, localizada na Av.
Inácio Soares Barbosa, nº 963, Centro, Parelhas-RN,
por seu representante Sr. Rodrigo Augusto de Oliveira, brasileiro, casado,
empresário, portador do CPF nº 047.527.974-37, com endereço profissional no
estabelecimento acima citado, e na presença de seu gestor ambiental, Sr.
Alexandre Wagner de oliveira Braz, doravante designada, simplesmente, EMPRESA
ou EMPREENDIMENTO ou POSTO, que após tomar conhecimento das investigações
levadas a efeito nos autos do Inquérito Civil nº 06.2011.00002071-6 instaurado
em 30 de agosto de 2011, que apura a regularidade ambiental de empreendimentos
que utilizam sistemas de armazenamento de derivados de petróleo e outros
combustíveis e que apura responsabilidade pela poluição de corpos d’água, do
solo e do ar, decorrente de vazamentos dessas substâncias, resolvem firmar o
presente TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA de que trata a Lei Federal 7.347, de
24 de julho de 1985, com eficácia de título executivo extrajudicial, nos moldes
do que dispõe o § 6º, do art. 5º da referida Lei e inciso II do art. 585 do
Código de Processo Civil, nos seguintes termos:
INTERVENIENTE:
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
(IDEMA), na qualidade de órgão ambiental licenciador
da atividade, entra como interveniente no presente termo para assumir
obrigações relativas ao: controle dos compromissos assumidos pela empresa;
cumprimento de prazos para priorizar e impor celeridade no licenciamento
ambiental do empreendimento e para estabelecimento de comunicação permanente
com o Ministério Público, nos termos das obrigações constantes neste documento,
adiante firmadas.
FUNDAMENTOS LEGAIS:
CONSIDERANDO que a Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política
Nacional do Meio Ambiente, em seu art. 10 determina que a construção,
instalação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras
de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem
como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão
de prévio licenciamento de órgão ambiental competente;
CONSIDERANDO que toda instalação e sistemas de armazenamento de
derivados de petróleo e outros combustíveis, configuram-se como empreendimentos
potencial ou parcialmente poluidores e geradores de acidentes ambientais e
precisam ser licenciados de acordo com a Resolução 273/2000 do Conselho
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e segundo normas técnicas expedidas pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT);
CONSIDERANDO que as normas NBR 13783, NBR 13785,
NBR 13786, que estabelecem os princípios gerais para seleção dos
equipamentos para o sistema subterrâneo de armazenamento de combustíveis
líquidos destinados a postos de serviços, determinam que os postos localizados
em cidades em que a água do subsolo é utilizada para abastecimento público da
cidade, devem ser classificados como CLASSE 3 e os tanques de armazenamento de
combustível devem ser jaquetados, conhecidos como
TANQUES ECOLÓGICOS;
CONSIDERANDO que o POSTO não possui licença de operação válida;
A empresa assume as seguintes obrigações:
I - OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS PELA EMPRESA:
1. OBRIGAÇÕES BÁSICAS RELATIVAS AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
1.1.Abster-se de realizar qualquer construção, modificação e
ampliação do empreendimento sem a licença ambiental correspondente, sem o
atendimento das normas técnicas expedidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), das diretrizes da Resolução 273/2000 do Conselho Nacional do
Meio Ambiente (CONAMA), com suas alterações e/ou atualizações, e das
determinações do órgão ambiental licenciador, que é o
Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA);
1.2. Abster-se de utilizar ou instalar equipamentos e sistemas que
estejam em desconformidade com as normas exigidas pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT);
1.3. Atender todas as orientações técnicas do órgão ambiental licenciador, IDEMA, no prazo concedido pelo mesmo;
2. OBRIGAÇÕES RELATIVAS AOS COMPARTIMENTOS E ACESSÓRIOS NÃO
ESTANQUES OU DESATIVADOS DO EMPREENDIMENTO
2.1. Abster-se de utilizar qualquer compartimento ou acessório não
estanque e/ou tanque com teste de estanqueidade
vencido ou sem ter sido submetido a teste de estanqueidade
e/ou tanque desativado relativo ao Sistema de Armazenamento Subterrâneo de
Combustíveis (SASC) do empreendimento;
2.2. Apresentar comprovante do mapeamento de tanques antigos
subterrâneos desativados através de Profissionais vinculados à UFRN/FUNPEC.
Prazo: 60 dias;
2.3. Proceder à remoção e destinação (comprovar destinação) de
tanques subterrâneos inativos ou não jaquetados de
acordo com a NBR 14.973 (Posto de serviço – Remoção e Destinação de Tanques
Subterrâneos inativos ou desativados), na presença de profissional da
UFRN/FUNPEC que esteja vinculado ao Projeto de Extensão do Departamento de
Engenharia Mecânica – “Adequação Ambiental de Postos Revendedores de
Combustíveis”. Prazo: 180 dias.
2.4.Abster-se de deixar no solo e/ou em área urbana o tanque
retirado da cava, providenciando a colocação do tanque desativado no caminhão,
imediatamente após ter sido retirado da cava nos termos da NBR 14.973.
2.5.Apresentar comprovante da destinação dos tanques antigos
removidos. Prazo: até 30 dias contados a partir da sua remoção.
2.6.Apresentar resultado das análises das amostras das cavas dos
tanques removidos. Prazo: 30 dias contados a partir da sua remoção.
3. OBRIGAÇÕES RELATIVAS À REFORMA DO SISTEMA DE ARMAZENAMENTO
SUBTERRÂNEO DE COMBUSTÍVEIS (SASC) E SUBSTITUIÇÃO DE TANQUES:
3.1. Apresentar ao IDEMA Relatório de Controle Ambiental (RCA).
Prazo: 60 dias.
3.2. Apresentar ao IDEMA Plano de Manutenção de Equipamentos e
Procedimentos Operacionais em caso de vazamentos e derramamentos de
combustíveis, Plano de Emergência e Plano de Gerenciamento de Resíduos. Todos
relativos ao novo projeto. Prazo: 90 dias.
3.3. Além da sistemática operacional definida no RCA, o
empreendedor deverá realizar medidas mitigadoras e promover a implantação dos
sistemas de proteção e controle, conforme NBR 13786, em especial as descritas a
seguir:
3.3.1. Relativas à proteção contra vazamento:
3.3.1.1. Instalar e manter operante as válvulas de retenção (check valve) na linha de sucção
das bombas. Prazo: 230 dias;
3.3.1.2. Instalar tubulação e conexões em PEAD (Polietileno de
Alta Densidade) para linhas enterradas.
Prazo: 230 dias;
3.3.1.3. Instalar câmara de contenção (sump)
sob as unidades abastecedoras, filtros de óleo diesel, nas bocas de descargas e
câmaras de calçada (boca de visita) dos tanques (direta e a distância). Prazo:
230 dias.
3.3.1.4. Realizar a substituição do Sistema de Armazenamento
Subterrâneo de Combustível (SASC), que deverá ser equipado com tanques jaquetados ou ecológicos (parede dupla com interstício)
(cf. NBR 13785). Prazo: 230 dias.
3.3.1.5. Instalar e manter operante sistema de controle de estoque
eletrônico dos tanques (medição volumétrica automática), bem como instalar e
manter operante sistema de monitoramento eletrônico intersticial dos tanques,
monitoramento das caixas de contenção (sump) das
bombas, filtro de óleo diesel e câmaras de calçada (bocas de visita), por se
tratar de empreendimento classe 3, de acordo com a classificação da NBR 13.786.
Prazo: 230 dias.
3.3.1.6. Em caso de existência de troca de óleo lubrificante no
novo projeto, instalar tanques de óleo usado ou contaminado (queimado)
ecológicos, conforme norma NBR 15.072 da ABNT. Prazo: 230 dias.
3.3.1.7. Realizar os testes de estanqueidade
de qualquer novo SASC e no sistema de GNV (NBR 12236) instalado, e apresentar o
Laudo e o Relatório correspondentes ao IDEMA com a respectiva Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) por uma empresa previamente cadastrada no IDEMA.
O teste de estanqueidade deve ser acompanhado por
profissional vinculado ao Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC – Projeto de
Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica. Prazo: até 60 dias após a
substituição e antes de iniciar a operação das novas instalações.
3.3.2. Obrigações relativas à proteção contra derramamento
3.3.2.1. Instalar piso de concreto impermeabilizado conforme NBR
6118/2003; NBR 12190/92, NBR 7481 e NBR 12042, instruções do DER e DNIT e
demais atualizações e normas pertinentes em todas as áreas: abastecimento,
descarga (direta e a distância), troca de óleo e lavagem de veículos. Prazo:
290 dias.
3.3.2.2 Instalar e manter operante sistema de canaletas
no entorno da pista de abastecimento, área de descarga (direta e a distância) e
área da troca de óleo ligada à caixa SAO (Separadora de Água – Óleo), como
também na área de lavagem de veículos com caixa SAO independente, contendo
caixa de areia. Prazo 290 dias.
3.3.2.3. Instalar e manter operante sistema de canaletas
no entorno da área de compressores de ar e geradores (piso impermeável). Prazo
290 dias.
3.3.2.4. Instalar e manter operantes válvulas de proteção Breakaway em todas as mangueiras dos bicos das bombas.
Prazo: 180 dias.
3.3.2.5. Instalar e manter operante caixa (s) Separadora de Água e
Óleo (SAO) em PEAD equipadas com placas coalescentes conforme apresentação de
projeto (disponibilizando-o para fins de fiscalização). Prazo: 230 dias.
3.3.3. Obrigações relativas à proteção contra transbordamento:
3.3.3.1. Instalar e manter operante descarga tipo selada em todos
os bocais dos tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.3.2. Instalar câmara de contenção (spill
container) nos bocais de descarga dos tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.3.3. Instalar válvulas anti-transbordamento
nas tubulações de descarga dos tanques e float-balls
nas tubulações de respiro. Prazo: 180 dias.
3.3.4. Obrigações relativas à emissão de vapores na atmosfera
3.3.4.1 Instalar e manter operante sistema de descarga selada nos
bocais de abastecimento dos tanques, objetivando minimizar que os vapores
gerados no momento da descarga escapem para a atmosfera. Prazo: 230 dias.
3.3.4.2.Instalar e manter operantes válvulas de contenção de
vapores nos respiros dos tanques de combustíveis. Prazo: 230 dias.
3.3.3.5. Obrigações relativas à redução de riscos de acidentes:
3.3.5.1. Adequar os equipamentos elétricos instalados/ligados na
área de abastecimento e demais áreas classificadas, conforme as normas (NBR
14.639, 12.236 e 5598). Prazo: 230 dias.
3.3.5.2. Instalar estruturas de concreto (proteção contra
abalroamento) nos respiros com altura e espessura adequadas, conforme norma
pertinente. Prazo: 230 dias.
3.3.5.3. Apresentar comprovante de capacitação técnica e
treinamento dos funcionários do empreendimento para operação, manutenção e
resposta a incidentes, de acordo com a norma NBR 14276. Sempre possuir pelo
menos 01 funcionário capacitado por turno. Prazo: 230 dias.
3.3.5.4. Instalar eletrodutos à prova de explosão em todas as
áreas classificadas, de acordo com a NBR 5598. Prazo: 230 dias
3.3.5.5. Instalar e manter operante as unidades seladoras nas
bombas e promover o aterramento adequado das mesmas. Prazo: 230 dias.
3.3.5.6. Instalar sistema de aterramento apropriado (incluindo
haste) para descarga da Energia Eletrostática dos caminhões transportadores
(NR10 do MTE), fixado no mínimo a 3m de distância dos bocais de descarga dos
tanques. Prazo: 230 dias.
3.3.5.7. Instalar Sistema de Proteção para Descargas Atmosféricas
(SPDA) com pára-raios, conforme norma NBR-5419 da
ABNT. Prazo: 230 dias
3.3.5.8. Apresentar “Habite-se do Corpo de Bombeiros” e “Alvará de
Funcionamento da Prefeitura” atualizados. Prazo: 230 dias.
3.3.5.9. Apresentar autorização da ANP para a venda de GLP e
utilização de gaiola apropriada em local adequado. Prazo: 230 dias.
3.3.5.10. Comprovar teste hidrostático e prontuário dos
compressores pneumáticos em geral. Prazo: 60 dias.
3.3.6. Obrigações relativas ao controle de lançamento de efluentes
líquidos e à eficiência da caixa Separadora de Água e Óleo (SAO)
3.3.6.1. Implantar e executar projeto do sistema do SAO compatível
com o volume de efluente gerado. Prazo: 230 dias
3.3.6.2. Executar o Plano de Manutenção do SAO. Prazo: 180 dias.
3.3.6.3. Realizar o lançamento de efluentes líquidos em corpos
receptores de acordo com a Resolução CONAMA nº 357/2005 e realizar análises
físico-químicas trimestrais (conforme termo de referência do IDEMA),
disponibilizando-as para fins de fiscalização. Prazo: 230 dias.
3.3.6.4. Coletar e acondicionar o efluente correspondente à fração
oleosa gerada nas caixas separadoras de água e óleo em tambores de 200 litros,
em área coberta com bacia de contenção, armazenados em local próprio para serem
recolhidos por empresas licenciadas ambientalmente. Prazo: 230 dias.
3.3.6.5. Manter os comprovantes da última coleta dos resíduos
líquidos oleosos da Caixa Separadora de Água e Óleo (Caixa SAO) ou contrato com
empresa para iniciar a atividade. Prazo: 90 dias após instalar nova caixa SAO.
3.3.6.6. Comprovar resultados das análises TOG (Teor de Óleo e
Graxa) da caixa SAO. Prazo: 90 dias após instalar nova caixa SAO.
3.3.6.7. Instalar sumidouro para águas pluviais (NBR 13786) e
saída da caixa SAO. Prazo: 180 dias.
3.3.7. Obrigações relativas à disposição dos resíduos sólidos
3.3.7.1. Acondicionar os resíduos de natureza industrial, ou seja,
os “Resíduos Classe-1” ou “Resíduos Perigosos” (NBR 10.004) — embalagens de
produtos químicos vazias, estopas contaminadas e resíduo das caixas separadoras
de água e óleo em vasilhames (Tambores) específicos e armazenados em local
próprio para serem recolhidos por empresa que possua licença ambiental. Prazo:
230 dias.
3.3.7.2. Manter os comprovantes da destinação dos resíduos classe
1, cumprindo o disposto nas normas ambientais e técnicas vigentes, para efeitos
de fiscalização. Prazo: 230 dias para início da obrigação
3.3.7.3. Implementar Plano de Gerenciamento de Resíduos, conforme
Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 230 dias
3.3.7.4. Manter no local e conservar a plaqueta (selo TAG) identificador
do tanque, fixada pelos peritos do Ministério Público por ocasião da realização
do Teste de Estanqueidade;
3.3.7.5. Abster-se de utilizar tanques inativos ou recuperados e
sem a plaqueta (selo TAG) de identificação e controle do Ministério Público
e/ou do IDEMA;
3.3.7.6. Apresentar ao IDEMA Plano de Remoção/Desativação de
tanques, conforme Termo de Referência do IDEMA. Prazo: 60 dias;
3.3.7.7. Proceder à remoção dos tanques desativados na presença de
servidor do IDEMA ou de profissional vinculado ao Projeto de Extensão da
UFRN/FUNPEC – Projeto de Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica.
OBRIGAÇÕES RELATIVAS À INVESTIGAÇÃO DE PASSIVO AMBIENTAL
Apresentar relatório conclusivo correspondente à investigação
Preliminar de Passivo Ambiental na área do empreendimento de acordo com Termo
de Referência emitido pelo IDEMA, realizado por empresa cadastrada no IDEMA,
com o acompanhamento de servidor do IDEMA e de profissional da UFRN/FUNPEC que
esteja vinculado ao Projeto de Extensão do Departamento de Engenharia Mecânica
– “Adequação Ambiental de Postos Revendedores de Combustíveis”. Prazo: 120 dias. As coletas deverão ser
realizadas com o acompanhamento de profissionais vinculados ao referido Projeto
e as análises deverão ser realizadas pelo Laboratório da UFRN, também vinculado
ao referido Projeto de Extensão.
No caso da existência de passivo ambiental, apontada no relatório
de Investigação Preliminar de Passivo Ambiental ou no resultado do Teste de GPR
ou georadar apresentar Relatório relativo à Investigação
Confirmatória de Passivo com base em laudos de laboratórios certificados ou
acreditados por organismos oficiais
competentes para definir os limites da pluma de contaminação, determinar as
concentrações dos contaminantes e caracterizar o meio físico da área sob
investigação, conforme Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 150 dias.
No caso da Investigação Confirmatória de Passivo Ambiental,
apresentar Relatório de Avaliação de Risco, com vistas a identificar,
quantificar e determinar os riscos à saúde humana, ao meio ambiente e a outros
bens a proteger, observando se o nível de risco está acima do aceitável, tomando como base a metodologia descrita na
norma ASTM 204-01 Guide for Risk
Based Corrective Action at Chemical
Release Sites (RBCA),desenvolvida pela American Society for Testing and Materials (ASTM) para áreas
com problemas de contaminação por hidrocarbonetos derivados de petróleo (HDP),
conforme Termo de Referência emitido pelo IDEMA. Prazo: 230 dias.
OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO PLANO DE REMEDIAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA
No caso do resultado da Avaliação de risco indicar existência de
risco para a saúde humana e para o meio ambiente, apresentar ao IDEMA um Plano
de Recuperação de Área Degradada (PRAD), conforme Termo de Referência emitido pelo
IDEMA. Prazo: 60 dias, com a adoção das
medidas urgentes determinadas pelo IDEMA, nos prazos designados pelo
IDEMA.
Implementar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) de
acordo com o Termo de Referência elaborado e aprovado pelo IDEMA. Prazo: 30
dias para iniciar, a contar do resultado da Avaliação de Risco.
6- OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO MONITORAMENTO, À EDUCAÇÃO E PROPAGAÇÃO
DA SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE ECONÔMICA DESENVOLVIDA
6.1. Cumprir como obrigação de Compensação Ambiental constante no
Projeto do Ministério Público de Educação e Propagação da sustentabilidade da
Atividade Econômica Desenvolvida por Postos de Revenda de Combustíveis, o
pagamento do Valor da Compensação Ambiental, calculado pela subtração do
Conceito Ambiental do posto, do valor de 10 (conceito máximo) e,
posteriormente, pelo produto desse resultado vezes 1.000,00 reais (valor de
referência), no prazo de 90 (noventa) dias a contar do recebimento de ofício do
Parquet, montante que será empregado para fins de
aquisição de produtos ou serviços (ou contratação dos mesmos, a critério do Parquet) com fins ambientais, mediante comprovação do
pagamento por recibo juntado aos autos.
VCA= (10,00 - CA) x VR
VCA= Valor da Compensação Ambiental
VR= Valor de Referência (1000)
CA= Conceito Ambiental
VCA= (10,00 – 5,00) x 1.000,00
VCA= 5.000,00 (cinco mil e quinhentos) reais.
7- OBRIGAÇÕES RELATIVAS À VERIFICAÇÃO DOCUMENTAL
7.1. Apresentar plantas do SASC mais ART assinadas. Prazo: 230
dias.
7.2. Apresentar certificado de avaliação de conformidade da
empresa/profissional instalador do posto emitido por OCA (Organismo de
Certificação Acreditado) pelo INMETRO. Prazo: 230 dias.
7.3. Apresentar
plantas dos Circuitos elétricos incluindo alimentação das bombas mais ART
assinadas. Prazo: 230 dias.
7.4. Apresentar
plantas do monitoramento, vazamento e esquema Unifilar.
Prazo: 230 dias.
7.5. Apresentar
lista com detalhes, dimensões e materiais da instalação. Prazo: 230 dias.
7.6. Apresentar
plantas das instalações hidrossanitárias incluindo rede de esgoto mais ART
assinadas. Prazo: 230 dias.
7.7. Apresentar plantas de drenagem oleosa e plantas das águas
pluviais incluindo sumidouros mais ART assinadas. Prazo: 230 dias.
7.8. Apresentar nota fiscal dos tanques novos adquiridos e licença
de instalação ou similar. Prazo: 230 dias.
7.9. Apresentar projeto do sistema SPDA mais ART assinada. Prazo:
230 dias.
8- OBRIGAÇÕES RELATIVAS À VERIFICAÇÃO DE CONFORMIDADE DAS NOVAS
INSTALAÇÕES
8.1.Apresentar atestado de conformidade das novas instalações às
normas técnicas e exigências legais expedido por profissional vinculado ao
Projeto de Extensão da UFRN/FUNPEC – Projeto de Extensão do Departamento de
Engenharia Mecânica – Adequação Ambiental de Postos Revendedores de
Combustíveis. Prazo: 360 dias.
8.2.Realizar todas as adequações cuja necessidade de ajuste seja
detectada no Relatório Técnico que acompanha o Atestado de não conformidade.
Prazo: 460 dias.
II- OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS PELO IDEMA:
1.Designar grupo de trabalho específico para a análise dos
documentos relativos ao licenciamento ambiental do EMPREENDIMENTO, de modo a
dar celeridade a todo o procedimento correspondente, bem como a controlar e
fiscalizar as obrigações assumidas pela empresa. Prazo: 30 dias
2.Apreciar o pedido de licença ambiental requerido pelo EMPREENDIMENTO
no prazo de 60 dias.
3.No caso de existência de documentos ou providências pendentes
pelo EMPREENDEDOR, conceder o prazo adicional de 30 dias para a apresentação
das pendências e apreciar os documentos novos, no prazo de 30 dias.
4. Adotar o procedimento legal para aplicação das sanções
administrativas correspondentes, em caso de descumprimento por parte da empresa
das cláusulas do presente Termo de Ajustamento de Conduta que em tese possam
configurar infrações administrativas;
5.Disponibilizar os Termos de Referência (TR) solicitados pelo
empreendedor até 15 dias após o requerimento.
6. O próprio técnico será o responsável pelo acompanhamento das
obrigações assumidas pelo empreendedor relativas à investigação de passivo
ambiental;
CONTROLE DAS OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS
A empresa deverá encaminhar à Promotoria de Justiça da Comarca de
Parelhas e ao IDEMA relatório semestral sucinto prestando contas do cumprimento
de cada compromisso assumido no presente acordo;
A EMPRESA deverá informar imediatamente à Promotoria de Justiça da
Comarca de Parelhas e ao IDEMA sobre todo e qualquer novo evento que venha a
ocorrer em decorrência de suas atividades ajustadas no presente termo que possa
causar situações de perigo, poluição ou degradação ambiental;
No caso de descumprimento dos compromissos e prazos pactuados
neste termo de ajustamento, pela EMPRESA, fica desde já fixada a multa diária
cominatória de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), independentemente das obrigações
de fazer ou não fazer o que foi pactuado;
O não-pagamento da multa implica em sua
cobrança pelo Ministério Público ou pela Fazenda Pública, com correção montaria
e juros legais sobre o montante devido;
O montante arrecadado será depositado nos termos do parágrafo
único, art. 13 da Lei 7.347/85;
A empresa compromete-se a cumprir toda a legislação ambiental e
todos os procedimentos normativos relativos aos serviços que tratam o presente
termo de ajustamento;
A empresa obriga-se a suportar os custos dos trabalhos técnicos
que, porventura, tiverem que ser realizados pelo Ministério Público, e pelo
IDEMA no que diz respeito ao objeto do presente ajuste, para conferir dados
sonegados ao órgão ambiental ou ao público em geral, bem como para atender
diligência requisitada à EMPRESA pelo órgão ambiental, para realizar diligência
decorrente de obrigação não cumprida ou
não realizada no tempo concedido;
Sendo necessário, as cláusulas deste ajuste poderão ser aditadas
para adequação às situações não previstas neste acordo;
Este compromisso produzirá efeitos legais a partir de sua
celebração e terá eficácia de título executivo extrajudicial, na forma dos arts. 5°, § 6.°, da Lei 7.347/85 e 585, VII, do Código de
Processo Civil;
E, por estarem de acordo, firmam o presente termo.
Parelhas/RN, 03 de maio de 2016.
Rodrigo Augusto de Oliveira
Responsável pelo Posto Laís X
Alexandre Wagner de Oliveira Braz
Gestor Ambiental da empresA
Diretor do IDEMA
Kaline Cristina Dantas Pinto
Promotora de Justiça de Parelhas
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
28ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA – DEFESA DO MEIO AMBIENTE
Avenida Mal. Floriano Peixoto, nº 550 – Tirol
- Natal/RN – CEP: 59020-500
Telefone/fax: (84)3232-7176 – Email: 28pmj.natal@mprn.mp.br
TERMO DE AJUSTAMENTO DE
CONDUTA
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, através da
28ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, doravante designado como
COMPROMISSÁRIO, no uso de suas atribuições legais e CAVALCANTI & MESQUITA
CHURRASCARIA LTDA-ME (BRASÃO GRILL), localizada na Av. Capitão Mor Gouveia, nº
540, Cidade da Esperança, nesta cidade, CNPJ nº 18.738.223/0001-16,
representada pelo senhor Messias Alves de Mesquita, brasileiro, inscrito no CPF
sob o nº 026.887.984-21, RG nº 1.660.394 – SSP/RN, residente e domiciliado
nesta cidade, na Avenida dos Expedicionários, nº 595 , Parque dos Coqueiros,
Natal-RN, daqui por diante denominada simplesmente COMPROMITENTE, CONSIDERANDO
os autos do Procedimento Preparatório nº 06.2016.00003276-5, instaurado em 22
de junho de 2016 para investigar notícia sobre suposta poluição atmosférica
causada pela fumaça proveniente da
chaminé da Churrascaria Brasão Grill,
localizada no endereço já referido,
RESOLVEM
Celebrar o presente COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA, com
fulcro no art. 5º, § 6º, da Lei 7347/85, mediante os seguintes TERMOS:
CLÁUSULA PRIMEIRA – A compromitente compromete-se a instalar,
dentro de 05 (cinco) dias contados a partir de hoje, um forno elétrico em seu
empreendimento comercial, acima referido, abstendo-se a partir de hoje de
emitir qualquer quantidade de fumaça no local, considerando os inúmeros
transtornos à saúde da população do entorno.
CLÁUSULA SEGUNDA – A compromitente apresentará a licença ambiental
ao compromissário dentro de 12 (doze) meses contados a partir de hoje.
CLÁUSULA TERCEIRA - O não-cumprimento
deste acordo implicará multa pecuniária diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a ser recolhida ao Fundo previsto
na Lei 7.347/85.
CLÁUSULA QUARTA – O COMPROMISSÁRIO poderá fiscalizar a execução do
presente acordo, tomando as providências legais cabíveis, sempre que
necessário, ou poderá cometer esta fiscalização a outro órgão público que vier
a indicar.
Por fim, firmam este TERMO em 03 (três) vias de igual teor, que
terá eficácia de título executivo extrajudicial, na forma da lei.
Natal/RN, 01 de agosto de 2016.
Compromissário
Rossana Mary Sudário
Promotora de Justiça
Compromitente
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
58º ZONA ELEITORAL
Rua João Nepomuceno da Silveira, nº 22, Centro, Baraúna/RN, CEP:
59695-000,
Fone (84) 3320-2773, mp-barauna@rn.gov.br
Procedimento Preparatório Eleitoral nº 06.2016.0003790-5
PORTARIA Nº 010/2016/PmJB
EMENTA: Instaura Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE),
visando a apurar suposta prática de abuso do poder econômico.
O Ministério Público Eleitoral, por meio do órgão de execução ao
final assinado, no exercício regular de suas atribuições, notadamente a
prevista no art. 129 da Constituição Federal, e, ainda, com fulcro no artigo 1º
da Portaria 499/2014 da Procuradoria Geral da República e artigo 1º, inciso I,
da Portaria PRE/RN n. 09/2016:
CONSIDERANDO a proximidade das eleições de 02 de outubro de 2016,
quando os eleitores serão chamados ao exercício da cidadania plena;
CONSIDERANDO que o Ministério Público é instituição à qual incumbe
a defesa da ordem jurídica e do regime democrático (art. 127, caput, CF/88);
CONSIDERANDO que o art. 14, § 9º, da Constituição Federal de 1988,
dispõe que “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo
voto direto e secreto, com valor igual para todos, e nos termos da lei,
mediante: § 9° Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e
os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a
moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do
poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na
administração direta ou indireta.”;
CONSIDERANDO que a democracia pressupõe liberdade e autonomia do
eleitor na escolha de seus candidatos, para o exercício do voto livre de
pressões, sejam direta, sejam indiretas;
CONSIDERANDO que abuso de poder é toda conduta abusiva de
utilização de recursos financeiros, públicos ou privados, ou de acesso a bens
ou serviços em virtude do exercício de cargo público que tenha potencialidade
para gerar desequilíbrio entre os candidatos, afetando a legitimidade e a
normalidade das eleições;
CONSIDERANDO que o art. 237 do Código Eleitoral dispõe que “A
interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em
desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos.”.
CONSIDERANDO o teor dos artigos 1º da Portaria 499/2014 da
Procuradoria Geral da República e 1º, inciso I, da Portaria PRE/RN n. 09/2016,
os quais disciplinam no âmbito do Ministério Público Eleitoral, com espeque nos
dispositivos legais referidos supra, a instauração e tramitação de Procedimento
Preparatório Eleitoral (PPE);
CONSIDERANDO a notícia da prática de possível abuso do poder
econômico, no dia 16.07.2016, na comunidade rural de “Pico Estreito” da cidade
Baraúna, Município integrante da 58ª Zona Eleitoral;
CONSIDERANDO que a suposta prática de abuso do poder econômico foi
divulgada pelos meios de comunicação “BLOG DO CÉSAR SANTOS”(1), “BLOG ALUIZIO
LACERDA”(2)e “BLOG THAISA GALVÃO”(2);
CONSIDERANDO que se tem notícia, inclusive, do transporte de
moradores da cidade para a citada comunidade;
CONSIDERANDO, por fim, que o Ministério Público, na defesa do
regime democrático e da lisura do pleito, deve atuar preventivamente,
contribuindo para que se evitem os atos viciosos das eleições – como os aqui
indicados – e se produzam resultados eleitorais legítimos;
RESOLVE instaurar PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO ELEITORAL (PPE),
objetivando apurar os fatos noticiados para posterior adoção das providências
cabíveis, determinando, para tanto, as seguintes diligências iniciais:
I) AUTUE-SE E REGISTRE-SE a presente portaria;
II) Remeta-se a Portaria ao Procurador-Regional Eleitoral do
Estado do Rio Grande do Norte, para conhecimento e com vistas à publicação no
Diário Oficial, consoante disposição do art. 1º, §1º, da Portaria PRE/RN n.
09/2016;
III) Apraze-se audiência, em data oportuna, para oitiva do
representante da comunidade rural de “Pico Estreito” e da Sra. Divanise;
IV) Oficiem-se as bandas “mastruz com leite” e “forró dos três”,
requisitando, no prazo de 10 (dez) dias úteis, que informem: a) se a banda foi
contratada para se apresentar na comunidade rural de “Pico Estreito” no final
de semana dos dias 15, 16 e/ou 17 de julho de 2016; b) quem contratou a atração
musical; c) qual a finalidade da apresentação (aniversário, política etc);
V) anexe-se ao procedimento cópia das reportagens que tratam sobre
o objeto da investigação;
VI) Publique-se no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do
Norte.
Expedientes necessários.
Baraúna/RN, 04 de julho de 2016.
Fábio Souza Carvalho Melo
Promotor Eleitoral
1 - Disponível em:
http://defato.com/blog/cesar-santos/2016/07/18/eleicoes-2016-em-barauna-tem-churrasco-bebida-e-mastruz-com-leite/.
Acesso em 19.07.2016.
2 - Disponível
em:http://aluiziodecarnaubais.blogspot.com.br/2016/07/patrocinador-de-campanha-em-barauna-faz.html.
Acesso em 19.7.2016.
3 - Disponível em:
http://www.thaisagalvao.com.br/2016/07/16/patrocinador-de-campanha-em-barauna-faz-aniversario-e-banca-festao-com-churrasco-e-3-bandas-em-comunidade-rural/.
Acesso em 19.07.2016.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE BARAÚNA/RN
Rua João Nepomuceno da Silveira, nº 22, Centro, Baraúna/RN, CEP:
59695-000,
Fone (84) 3320-2773, mp-barauna@rn.gov.br
Inquérito Civil nº 06.2016.0003843-7
PORTARIA Nº 011/2016/PmJB
O Exmo. Sr. Fábio Souza Carvalho Melo, Promotor de Justiça na
Promotoria de Justiça da Comarca de Baraúna,
CONSIDERANDO a Resolução 23/2007 do Conselho Nacional do
Ministério Público, que disciplina a instauração e tramitação do Inquérito
Civil,
CONSIDERANDO o teor do artigo 30 da Resolução 002/2008, do
Conselho Superior do Ministério Público Potiguar, que deu nova regulamentação à
instauração e tramitação do Inquérito Civil e do Procedimento Preparatório,
tratados nos artigos 70 a 76 da Lei Complementar 141/96;
CONSIDERANDO que a instauração do Procedimento Preparatório
06.2015.00006399-8 deu-se na data de 03.11.2015;
CONSIDERANDO que o prazo para conclusão da investigação em sede de
Procedimento Preparatório encontra-se esgotado;
CONSIDERANDO a viabilidade da continuação das investigações, para
averiguar o objeto do procedimento;
RESOLVE
CONVERTER o presente PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO 06.2015.00006399-8,
em INQUÉRITO CIVIL.
DETERMINA, ainda, o que se segue:
1) Retifique-se a autuação, consignando-se na capa dos presentes
autos o número da presente Portaria, a data de sua emissão e a folha em que
esta for juntada, efetuando-se, ainda, a devida anotação no livro próprio desta
Promotoria de Justiça;
2) Encaminhe-se a presente portaria para publicação no Diário
Oficial do Estado, com o envio de mensagem eletrônica ao CAOP-PATRIMÔNIO
PÚBLICO (art. 11, Resolução n. 002/2008-CPJ), procedendo-se, por fim, à sua
afixação no local de costume;
3) Que a secretaria ministerial, após consulta no site do Tribunal
de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, anexe aos autos cópia do Processo
n. 701474/2011;
4) Após o cumprimento dos itens anteriores, retornem os autos
conclusos para expedição de recomendação.
Cumpra-se, com urgência.
Baraúna/RN, 21 de julho de 2016.
Fábio Souza Carvalho Melo
Promotor de Justiça
PORTARIA Nº0034/2016
IC - Inquérito Civil nº06.2016.00003788-2
A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Assu
RESOLVE instaurar INQUÉRITO CIVIL, nos seguintes termos:
FATO: Apurar os fatos narrados no Termo de Declaração prestada
pela genitora de J.S.C.G., com 21 anos de idade,
acerca da sua situação de saúde e necessidade de internação compulsória.
Direito à saúde
FUNDAMENTO LEGAL: art. 129, III, da Constituição da República de
1988
DECLARANTE: F.C.G
DESPACHO:
1) Expedir ofício ao CRAS-Assu, com
cópia deste procedimento, para que realize estudo social sobre o caso e remeta
a esta 3ª PmJ de Assu, no
prazo de 10 (dez) dias úteis;
2) Expedir ofício à 2ª Vara Cível de Assu
solicitando informação acerca de possível processo de interdição de J.S.C.G.;
3) Informar a instauração do presente IC ao CAOP-Saúde
e publicar esta portaria no DOE/RN, resguardando os dados pessoais das partes
interessadas.
Assu, 21 de julho de 2016.
Tiffany Mourão Cavalari de Lima
Promotora de Justiça Substituta
RECOMENDAÇÃO Nº 08/2016
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, pelo
Promotor de Justiça signatário, no uso de suas atribuições legais, com
fundamento no artigo 27, inciso IV, da Lei nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993
(Lei Orgânica Nacional do Ministério Público), artigo 201, § 5º, alínea ‘c’ do
Estatuto da Criança e do Adolescente; e
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público, objetivando tornar
efetivo o respeito aos direitos e garantias legais assegurados às crianças e
aos adolescentes, expedir recomendações visando a melhoria dos serviços
públicos e de relevância pública (artigos 27, IV, da Lei nº 8.625/93, e 201,
§5º, “c”, da Lei nº 8.069/90);
CONSIDERANDO que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA) garantem a toda criança e adolescente, com absoluta
prioridade, o direito à educação básica de qualidade;
CONSIDERANDO que tem sido recorrentes os casos de indisciplina nas
escolas desta Comarca, prejudicando o trabalho dos professores e o rendimento dos demais alunos;
CONSIDERANDO que um dos principais fatores de indisciplina nas
escolas desta comarca tem sido o uso indevido de aparelhos celulares em sala de
aula, o que inclusive foi reportado, por meio de ofício, pelo Conselho Tutelar
de Martins a esta Promotoria de Justiça;
CONSIDERANDO que os profissionais da educação e os pais dos alunos
ou seus responsáveis têm divergido com relação ao uso de aparelhos celulares
nas escolas;
CONSIDERANDO, ainda, que alguns casos de indisciplina motivados
pelo uso indevido de aparelhos celulares ensejaram episódios de agressão física
e verbal contra professores e funcionários, comprometendo a salubridade do
ambiente escolar;
CONSIDERANDO que a disciplina é imprescindível ao bom
funcionamento da escola, seja em relação à valorização dos profissionais da
educação ou ao rendimento escolar dos alunos;
CONSIDERANDO que nenhum direito é absoluto, nem mesmo o de portar
aparelhos celulares;
CONSIDERANDO, por outro lado, que é temerário o recolhimento dos
aparelhos celulares dos alunos, pois em caso de perda ou extravio a escola ou o
funcionário podem vir a ser responsabilizados;
CONSIDERANDO que cabe ao professor manter a ordem e conduzir os
alunos em sala de aula, devendo, para
tanto, dar o exemplo e contar com mecanismos que assegurem essa autoridade;
CONSIDERANDO que os atos de indisciplina devem ser resolvidos,
prioritariamente, no seio da própria escola, que deve contar com instrumentos
capazes de sancionar o aluno indisciplinado;
CONSIDERANDO, ainda, que crianças e adolescentes ostentam a
peculiar condição de pessoas em desenvolvimento, cuja formação do caráter
depende da participação da família e da escola, por meio dos seus professores e
demais funcionários;
CONSIDERANDO que a Constituição Federal, no art. 205, estabelece
que a educação é direito de todos e dever do Estado, sendo promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho;
CONSIDERANDO que os atos de indisciplina devem ser regulamentados
nos Regimentos Internos das Escolas, que terá papel relevante para a questão;
CONSIDERANDO, por fim, que, para a manutenção da disciplina, as
escolas devem dispor de sanções proporcionais e adequadas à gravidade das
faltas cometidas pelos alunos, aplicando-as sempre que seja necessário;
Resolve RECOMENDAR aos profissionais da área da educação, em
especial aos professores e diretores dos estabelecimentos de ensino da Rede
Pública de Martins, Serrinha dos Pintos e Antônio
Martins que proíbam os alunos de entrarem nas suas respectivas escolas portando
aparelhos celulares, ainda que desligados.
Se durante o horário letivo, ainda que no intervalo das aulas, o
aluno for flagrado de posse ou usando um aparelho celular, a escola não deve
tomar o aparelho, mas sim encaminhar imediatamente o aluno de volta para casa,
aplicando-lhe ainda a sanção disciplinar cabível, em conformidade com seu
regimento interno.
A presente recomendação se estende aos professores e demais
servidores lotados nas escolas, os quais
até podem portar seus aparelhos celulares, porém só devem usá-los nos momentos
de intervalo e, mesmo assim, de forma discreta, de modo a não servir de mau
exemplo aos alunos.
Publique-se a presente Recomendação no Diário Oficial do Estado.
Remeta-se cópia, via ofício, às seguintes instituições:
a) Escolas integrantes das Redes Públicas Estadual e Municipal dos
Municípios integrantes desta comarca, para conhecimento e cumprimento;
b) Secretários Municipais de Educação de Martins, Serrinha dos Pintos e Antônio Martins para conhecimento e
providências; e
d) Diretores dos CMDCA e Presidentes dos Conselhos Tutelares de
Martins, Serrinha dos Pintos e Antônio Martins para
conhecimento.
Martins/RN, 01 de agosto de 2016
SÍLVIO RICARDO GONÇALVES DE ANDRADE BRITO
Promotor de Justiça
RECOMENDAÇÃO Nº 09/2016
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, por meio da
Promotoria de Justiça da Comarca de Martins/RN, com fundamento no art. 6º, Inc.
XX, da Lei Complementar Federal nº 75/93, combinado com o art. 80 da Lei
Federal nº 8.625/93;
CONSIDERANDO que, nos termos da Constituição da República e da
Constituição do Estado do Rio Grande do Norte, incumbe ao Ministério Público a
defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais indisponíveis;
CONSIDERANDO que são funções institucionais do Ministério Público
zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos aos direitos assegurados na
Carta Magna, promovendo as medidas necessárias para a sua garantia, na forma
dos arts. 127 e 129, Inciso II, da Constituição
Federal;
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público expedir
recomendações visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública,
bem como do efetivo respeito aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe
cabe promover, fixando prazo razoável para a adoção das providências cabíveis;
CONSIDERANDO que, nos termos do art. 129, Inciso VII, da
Constituição Federal, e art. 84, Inciso VI, da Constituição do Estado do Rio
Grande do Norte, é função institucional do Ministério Público exercer o
controle externo da atividade policial, com a finalidade de garantir a
legalidade e eficiência do trabalho policial, bem como o respeito aos direitos
e garantias fundamentais previstos na Constituição da República;
CONSIDERANDO que a segurança pública é dever do Estado e direito e
responsabilidade de todos, devendo ser exercida para a preservação da ordem
pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, conforme dispõe seu art.
144, caput, da CF/88;
CONSIDERANDO que compete às Polícias Civil e Militar, no âmbito de
cada Estado, prover a segurança pública, nos termos do art. 144 da CF/88;
CONSIDERANDO que tem sido comum a veiculação de notícias dando
conta da intervenção de políticos ou superiores hierárquicos no livre exercício
da atividade policial, com vistas, sobretudo, a inibir a atuação policial
contra amigos, parentes e/ou correligionários;
CONSIDERANDO que esse tipo de ingerência na atividade policial
evidencia o atraso institucional em que ainda está mergulhado nosso país, ao
mesmo tempo em que viola os princípios aplicáveis à Administração Pública, em
especial os da legalidade, isonomia e da moralidade;
CONSIDERANDO, por fim, que a ingerência política e/ou hierárquica
sobre policiais civis e militares pode vir a configurar ato de improbidade
administrativa e crimes comuns e militares, tais como: prevaricação, advocacia
administrativa, condescendência criminosa, corrupção, etc.;
RECOMENDA:
1) ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio Grande
do Norte e ao Delegado Geral da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte
que se abstenham de realizar qualquer interferência indevida na atividade finalística dos policiais civis e militares lotados nesta
Comarca, negando-se a acatar ou emitir ordens, pedidos ou solicitações feitas
por amigos, parentes ou políticos;
2) aos Comandantes do Batalhão da Polícia Militar de Pau dos
Ferros/RN, da Companhia de Polícia Militar de Alexandria, Polícia Rodoviária
Estadual, Destacamentos da Polícia Militar, aos Delegados de Polícia Civil e a
todos os demais policiais desta Comarca que não aceitem qualquer pedido, ordem
ou solicitação de políticos de qualquer esfera de governo, assim como não
cumpram ordens manifestamente ilegais, reportando imediatamente à Promotoria de
Justiça (primeiro por telefone e depois por escrito) todas as intervenções
sofridas no exercício profissional;
3) aos prefeitos e vereadores dos municípios integrantes desta
Comarca que se abstenham, por si e por seus auxiliares (secretários e
assessores), de intervir direta ou indiretamente na atividade policial, seja
para beneficiar ou prejudicar cidadãos;
4) e aos cidadãos de Martins, Serrinha
dos Pintos e Antônio Martins que denunciem qualquer favorecimento ou
perseguição policial motivada por ingerência política e/ou hierárquica sobre os
policiais, tais como prisões em flagrante que deixaram de ser realizadas ou não
foram lavradas, notícias crime que não tenham sido registradas, entre outros.
ADVERTE que a presente recomendação poderá servir como prova de
prévio conhecimento dessas situações, quando realizadas por pessoa interposta,
e de seu caráter doloso.
O Ministério Público adverte, ainda, que a intervenção indevida no
trabalho policial implicará a adoção das ações penais e de improbidade
administrativa, especialmente por violação aos deveres do agente público no
campo da impessoalidade e imparcialidade.
Notifiquem-se (I) o Comandante-geral da Polícia Militar do Estado
do Rio Grande do Norte; (II) o Delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Rio
Grande do Norte; (III) os Comandantes do Batalhão de Polícia Militar de Pau dos
Ferros, da Companhia de Polícia Militar
de Alexandria, do Pelotão de Martins e dos Destacamentos de Serrinha
dos Pintos e Antônio Martins; (IV) os Delegados de Polícia Civil de Martins e
Alexandria; (V) aos prefeitos e presidentes das Câmaras de Vereadores dos
municípios desta Comarca e (VI) aos cidadãos em geral via internet e rádios
locais, para que cumpram e façam cumprir a presente recomendação.
Publique-se no Diário Oficial do Estado.
Martins/RN, 01 de agosto de 2016.
Sílvio Ricardo Gonçalves de Andrade Brito
Promotor de Justiça
RECOMENDAÇÃO Nº 10/2016
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, por meio da
Promotoria de Justiça da Comarca de Martins/RN, com fundamento no art. 6º, Inc.
XX, da Lei Complementar Federal nº 75/93, combinado com o art. 80 da Lei
Federal nº 8.625/93;
CONSIDERANDO que, nos termos dos artigos 127 e 129, Inc. II e III,
da Constituição Federal incumbe ao Ministério Público o zelo pelo efetivo
respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos
assegurados na Constituição e a defesa da ordem jurídica, do regime democrático
e dos interesses sociais e individuais indisponíveis;
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público expedir
recomendações visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública,
bem como do efetivo respeito aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe
cabe promover, fixando prazo razoável para a adoção das providências cabíveis;
CONSIDERANDO que, de acordo com o artigo 74, Inc. IV e VII, do
Estatuto do Idoso, deve o Ministério Público adotar as medidas legais cabíveis,
visando zelar pelo cumprimento efetivo dos direitos e garantias conferidas às
pessoas idosas (60 anos de idade em diante);
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público promover a
revogação de instrumento procuratório do idoso, nas hipóteses previstas no art.
43 do Estatuto do Idoso, quando necessário ou o interesse público justificar;
CONSIDERANDO que é crime “induzir pessoa idosa sem discernimento
de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles
dispor livremente”, tipificado no artigo 106 do Estatuto do Idoso (Lei nº
10.742/2003), cuja pena é de reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos;
CONSIDERANDO que também é crime “lavrar ato notarial que envolva
pessoa idosa sem discernimento de seus atos, sem a devida representação legal”,
tipificado no art. 108 do Estatuto do Idoso, cuja pena é de reclusão de 2
(dois) a 4 (quatro) anos;
CONSIDERANDO os casos de crimes patrimoniais praticados contra
idosos no âmbito desta comarca, por meio de procurações outorgadas
fraudulentamente pelas vítimas, muitas delas nitidamente desprovidas de suas
faculdades mentais;
RECOMENDA aos Ilustríssimos Senhores Titulares de Serviços
Notariais e de Registro da Comarca de Martins (Martins, Serrinha
dos Pintos e Antônio Martins) para que, no prazo de 30 (trinta) dias, adotem
medidas a fim de garantir os direitos estabelecidos às pessoas idosas, no
seguinte sentido:
I) abstenham-se de lavrar ou confeccionar qualquer tipo de
procuração em nome de pessoas idosas, em que se perceba não se encontrarem em
condições de discernir sobre seus atos, pelo menos naquele momento,
principalmente, àquelas que se encontrarem acamadas em seus lares ou internadas
em hospitais, devendo a serventia extrajudicial, nesse caso, solicitar, antes
de lavrar o ato, um atestado ou laudo médico que ateste a sanidade mental do
idoso, que deve ser arquivado junto ao documento confeccionado;
II) lavrem ou confeccionem procurações com prazo de validade
determinado, como, por exemplo, 01 (um) ano, para que possa ser periodicamente
renovada de acordo com as necessidades e a vontade do idoso;
III) delimitem ou especifiquem exatamente o objeto e a finalidade
da procuração que está sendo feita ou lavrada, a fim de se evitar procurações
amplas e genéricas, permitindo-se que o procurador exerça outras atividades
além do real objetivo da procuração, tais como, realizar empréstimos bancários,
contrair dívidas em nome do idoso, vender bens imóveis, dentre outros;
IV) não utilizem “cláusula de irrevogabilidade” expressa nas
procurações em que figurar como outorgante pessoa idosa, com exceção daqueles
casos em que se fizer necessário pela natureza do negócio jurídico, como, por
exemplo, um contrato de promessa de compra e venda de imóvel;
V) facilitem a revogação de procurações outorgadas por idosos, ainda
que por meio de simples petição, oral ou escrita, inclusive criando-se
formulário padrão para este ato, conforme dispõe o artigo 682, Inc. I, do
Código Civil, uma vez que muitos reclamam das dificuldades impostas pelas
serventias;
VI) por ocasião da
lavratura de procuração ou de qualquer outro instrumento jurídico de sua
atribuição que expressem um ato de vontade, que se tomem todos os cuidados
necessários a fim de que o idoso seja informado das consequências advindas do
ato ou negócio jurídico que está sendo feito, perguntando-lhe diretamente se
ele compreende o que está prestes a fazer, se é isto o que deseja, se realmente
emana da sua livre e espontânea vontade, explicando-lhe, ainda, quais os
poderes que irão constar no instrumento de forma clara e objetiva;
VII) comuniquem à Promotoria de Justiça qualquer suspeita de
violação ou ameaça aos direitos dos idosos, evitando-se, por parte de
familiares ou de terceiros, o induzimento à outorga de procuração ou mesmo a
coação, seja para administrar, alienar ou doar seu patrimônio, principalmente
daqueles sem discernimento de seus atos, informando nome, idade, endereço do
idoso, para que se possa adotar as medidas cabíveis, como, por exemplo, o
ajuizamento de ação de interdição.
Notifiquem-se os Senhores Titulares de Serviços Notariais e de
Registro da Comarca de Martins/RN, para que cumpram e façam cumprir a presente
Recomendação.
Em caso de não acatamento a esta Recomendação, este Órgão
Ministerial utilizará as medidas legais necessárias a fim de que sejam
efetivadas as normas que garantam os direitos dos idosos.
Publique-se no Diário Oficial do Estado.
Martins/RN, 01 de agosto de 2016.
Sílvio Ricardo Gonçalves de Andrade Brito
Promotor de Justiça
RECOMENDAÇÃO Nº 11/2016 – PJM
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, por meio da
Promotoria de Justiça da Comarca de Martins/RN, com fundamento no art. 6º, Inc.
XX, da Lei Complementar Federal nº 75/93, combinado com o art. 80 da Lei
Federal nº 8.625/93;
CONSIDERANDO que, nos termos da Constituição da República e da
Constituição do Estado do Rio Grande do Norte, incumbe ao Ministério Público a
defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais indisponíveis;
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público expedir
recomendações visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública,
bem como do efetivo respeito aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe
cabe promover, fixando prazo razoável para a adoção das providências cabíveis;
CONSIDERANDO que a “concessão de uso de bem público” constitui
espécie de contrato administrativo, por meio do qual o poder público concede a
um particular a utilização de bem público, em caráter exclusivo, por prazo
determinado;
CONSIDERANDO que, nos termos do art. 2º da Lei nº 8.666/93, “as
obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões,
permissões e locações da Administração Pública, quando contratadas com
terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as
hipóteses previstas nesta Lei”;
CONSIDERANDO que a utilização de bem público também pode ser
transferida a particular por meio de “permissão de uso de bem público”,
instituto de menor complexidade, estabilidade e durabilidade, não dispondo de
natureza contratual, constituindo ato unilateral da Administração Pública,
firmado por meio de termo;
CONSIDERANDO que a “permissão de uso” apenas será aplicada quando
não se justifique a utilização da “concessão de uso”, notadamente diante de
casos em que a abrangência que se pretende transferir ao particular é diminuta,
o que não condiz com a complexidade do instituto firmado por meio de contrato
administrativo;
CONSIDERANDO que a “permissão de uso” deve ser revestida de
interesse público, devendo o bem público ser utilizado para o desenvolvimento
de atividades ou prestação de serviços de interesse coletivo;
CONSIDERANDO que a “permissão de uso de bem público” deve ser
disciplinada em âmbito local, devendo a respectiva legislação dispor acerca da
exigência, ou não, de prévia licitação para realização do referido ato unilateral
pela Administração Pública, bem como das condições para o certame, caso seja licitável;
CONSIDERANDO que o Terminal Turístico Javã
dos Santos Rosa, localizado na Avenida Francisco Vito,
s/n, Centro, Serrinha dos Pintos/RN, foi objeto de
concessão administrativa de uso pela
Prefeitura Municipal, por meio do contrato nº 01/2015, tendo por concessionário
o Sr. Edinardo Francelino
de Queiroz;
CONSIDERANDO que, no curso deste procedimento, foi constatado
que a Prefeita do Município de Serrinha dos Pintos/RN, ao conceder a utilização do
Terminal Turístico Javã dos Santos Rosa ao Sr. Edinardo Francelino de Queiroz,
por meio do contrato nº 01/2015, deixou de atender ao procedimento previsto na
legislação pertinente, porquanto não realizou prévia de licitação;
CONSIDERANDO que a contratação em tela se mostrou formalmente
inadequada, tendo em vista que não foi precedida de procedimento licitatório,
porém desprovida de dolo, incorrendo a investigada em verdadeiro erro de
direito;
CONSIDERANDO, ainda, que constitui ato de improbidade
administrativa qualquer ação ou omissão que viole qualquer dos Princípios
Constitucionais afetos à Administração Pública, notadamente o da Legalidade
(art. 11 da Lei nº 8.429/92);
RECOMENDA ao Excelentíssima Senhora Prefeita do Município de Serrinha dos Pintos/RN que:
a) realize, no prazo de 90 (noventa) dias, procedimento de
licitação destinado à concessão de uso do Terminal Turístico Javã dos Santos Rosa, localizado na Avenida Francisco Vito, s/n, Centro, Serrinha dos
Pintos/RN; ou
b) aprove uma lei prevendo as hipóteses de “permissão de uso” do
referido bem público, sem licitação, haja vista os baixos valores envolvidos,
readequado, assim, a “concessão de uso” do bem para “permissão de uso”;
O não cumprimento desta Recomendação no prazo estipulado, ensejará
o ajuizamento das medidas judiciais cabíveis, com vistas a anular o ato de
concessão e responsabilizar os agentes envolvidos.
Publique-se no Diário Oficial do Estado.
Martins/RN, 02 de agosto de 2016.
Sílvio Ricardo Gonçalves de Andrade Brito
Promotor de Justiça
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
4ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE PARNAMIRIM
Rua Suboficial Farias, 1415 – Parnamirim/RN
– CEP 59146-200
Telefones: 3645-7510/ 3645-5612
RECOMENDAÇÃO nº 06/2016
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, por meio de
seu representante legal da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim/RN, no uso de suas atribuições legais, com
fulcro no artigo 129, inciso III, da Constituição Federal, no artigo 26, inciso
I, da Lei 8.625/93, que institui a Lei Orgânica do Ministério Público, e nos
artigos 67, inciso IV e 68, da Lei Complementar n° 141/96, Lei Orgânica do
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte,
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa do
patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e
coletivos, na forma dos artigos 127, caput, e 129, inciso III, da Constituição
Federal; do artigo 25, IV, alínea “a”, da Lei Federal nº 8.625/93; e do artigo
67, inciso IV, alínea “a”, da Lei Complementar Estadual nº 141/96;
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público, na forma do artigo
69, parágrafo único, alínea “d”, da Lei Complementar Estadual nº 141/96,
expedir recomendações visando ao efetivo respeito aos interesses, direitos e
bens cuja defesa lhe cabe promover, fixando prazo razoável para a adoção das
providências pertinentes;
CONSIDERANDO que a saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução de risco
de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para sua promoção, proteção e recuperação, consoante dispõe o artigo
196 da Constituição Federal;
CONSIDERANDO que o direito à saúde, tal como assegurado na
Constituição de 1988, configura direito fundamental de segunda geração; e nesta
geração estão os direitos sociais, culturais e econômicos, que se caracterizam
por exigirem prestações positivas do Estado;
CONSIDERANDO que esta Promotoria de Justiça tomou ciência, por
meio de ofício encaminhado pela Direção do Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, que o movimento grevista dos
servidores da saúde, iniciado em 22 de junho de 2016, está comprometendo o
atendimento médico de urgência e emergência na Unidade;
CONSIDERANDO que o movimento grevista vem descumprindo as três
normas técnicas expedidas pela Direção do HRDML, em 29 de junho de 2016, e
dirigidas às equipes médicas e de enfermagem quanto à natureza urgente da
assistência cirúrgica ao trauma, e estabelecendo um limite mínimo de
funcionamento do setor do centro cirúrgico, para assegurar a continuidade dos
serviços de urgência e emergência durante a paralisação dos servidores;
CONSIDERANDO que as normas técnicas expedidas pela Direção do
HRDML têm o escopo de evitar que a paralisação dos servidores gere a suspensão
total ou parcial do serviço essencial que é o atendimento aos pacientes de
urgência da assistência ao trauma e aos pacientes de urgência e emergência da
cirurgia geral;
CONSIDERANDO que a negativa dos servidores grevistas em atender as
normas técnicas tem gerado uma situação de grave desassistência aos pacientes,
inclusive, com o cancelamento de 24 (vinte e quatro) procedimentos ortopédicos,
no período compreendido entre os dias 22 e 30 de junho de 2016;
CONSIDERANDO que a deficiência no número de profissionais de
enfermagem ocasionou o fechamento de uma das salas do centro cirúrgico, e as
equipes médicas da ortopedia e da cirurgia geral são obrigadas a revezar o uso
da sala de cirurgia em funcionamento;
CONSIDERANDO que, a não observância do número mínimo de
profissionais nos setores críticos do Hospital Regional Deoclécio
Marques de Lucena, como a Central de Material e Esterilização e o Centro
Cirúrgico, bem como, a ausência de perspectiva de qualquer prazo para o
encerramento da greve, gera a possibilidade concreta do agravamento dos
problemas de saúde da população, com consequências imprevisíveis e
irreversíveis dentro de pouco tempo;
CONSIDERANDO que essa suspensão de serviços no Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena impactará de forma direta e
grave sobre o atendimento nas outras unidades de atendimento de urgências e
emergências localizadas em Natal, que já se encontram superlotadas e sofrendo
com falta de leitos;
CONSIDERANDO que o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio
Grande do Norte - SINDSAÚDE constitui o Comando de Greve, respondendo por todos
os trabalhadores que já aderiram ou venham a aderir ao movimento, e também
possui responsabilidade na prestação do atendimento médico hospitalar dos
usuários do SUS, especialmente por ser o núcleo organizador de todo o
movimento;
CONSIDERANDO que o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio
Grande do Norte - SINDSAÚDE possui dever legal (art. 11 da Lei 7.783/89) de
garantir, durante a greve, a prestação de serviços cuja ausência possa
comprometer a saúde e/ou a sobrevivência das pessoas, sob pena de
responsabilização;
CONSIDERANDO que a esse respeito, assim se pronunciou o Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo, no julgamento de apelação em Ação Civil
Pública proposta pelo Parquet daquele Estado,
enfatizando a corresponsabilidade da entidade sindical quanto às consequências
decorrentes do exercício abusivo do direito de greve:
"O Sindicato, sendo entidade de grande relevo para a
categoria que representa, muito embora não possa constitucionalmente impedir
deliberações da maioria dos associados, deve prestar obediência às disposições
legais que lhe são atribuídas, cabendo-lhe responder pelo excesso de poderes e
abusos perpetrados, mormente no caso em que tenha descumprido as determinações
legais. Aos abusos, excessos ou descumprimento de normas que devam merecer
responsabilização, na forma da lei, não podem ficar imunes os sindicatos, não
se esgotando as hipóteses de prestação de contas nas disposições relacionadas
com o direito de greve.”
(Ac. na Ap. Civ nº 188.695-1/7 - Campinas - TJSP - Rel. Juiz
Silvério Ribeiro - com declaração de voto vencedor do Des. Alfredo Miglione – l7.8.l993)
CONSIDERANDO que a Constituição da República garante o direito de
greve aos servidores públicos, desde que haja lei específica regulamentando tal
direito, estabelecendo em seu artigo 37, inciso VII, mas, ao contrário da greve
no setor privado, onde o contraponto se localiza entre os interesses de
trabalhadores e empregadores, na greve na esfera pública os interesses
contrapostos são aqueles dos servidores e da coletividade que utiliza o
serviço;
CONSIDERANDO que o Supremo Tribunal Federal1 já decidiu que a
reconhecida mora do legislador pátrio não deve punir os servidores públicos
civis, suprimindo-lhes totalmente o direito de greve constitucionalmente
garantido. O exercício de tal direito, porém, não pode prejudicar a população
usuária SUS, vez que se reveste de natureza de serviço essencial; neste
sentido, a lição de Arnaldo Süssekin2, ao tratar de greve no serviço público:
“Condicionar o exercício do direito de greve à promulgação da lei
complementar significa privar o servidor público do exercício de um direito que
a Constituição já lhe assegura por ter revogado a proibição (...) Enquanto essa
lei não for promulgada, deve ser admitida a aplicação, por analogia, das
disposições pertinentes da Lei n. 7.783, principalmente no que diz respeito à
continuidade da prestação dos serviços essenciais destinados ao atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade."
CONSIDERANDO a lição de Jamil Zantut, em
artigo sob o título “GREVE EM ATIVIDADES
ESSENCIAIS: RESPONSABILIDADE CIVIL DO SINDICATO”, in verbis:
"O direito de fazer greve, em atividades essenciais, não é
amplo e nem irrestrito, devendo ser exercido com as limitações estabelecidas no
artigo 11 e parágrafo único da Lei nº 7.783/89, sujeitando-se aos ônus
referidos no artigo 15 e parágrafo único da mesma, e demais normas legais
pertinentes, já citadas, os Sindicatos das categorias profissional e econômica,
que as desrespeitarem, o mesmo ocorrendo com o Poder Público, em sentido amplo.
Na inércia dos poderes constituídos, associações podem acionar os meios legais,
tendentes a garantir a prestação de serviços indispensáveis que coloquem em
perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.” 3
CONSIDERANDO que a Lei 7.783/89 (Lei de Greve) dispõe, em seu
artigo 11, caput e parágrafo único que “nos serviços ou atividades essenciais,
os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum
acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”. E ainda, que “são
necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas coloquem em
perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”;
CONSIDERANDO que serviços de saúde são serviços essenciais e que,
portanto, recebem disciplina protetiva em caso de
paralisações dos mesmos, especialmente cuidando-se de serviço de saúde, na
medida em que a Constituição Federal tratou-o como “serviço de relevância
pública”;
CONSIDERANDO que, por mais legítimo que seja o movimento paredista
em face das reivindicações formuladas, não se pode admitir que a comunidade
usuária de tais serviços ou atividades sofra as consequências e prejuízos, por
vezes irreparáveis, decorrentes da paralisação de sua prestação;
CONSIDERANDO que o rol dos serviços essenciais lançados no artigo
10 da Lei nº 7.783/89 serve para mitigar a liberdade paredista dos
trabalhadores, quando estes desenvolvem as suas atividades em serviços
considerados como essenciais e relacionados às necessidades inadiáveis da
comunidade;
CONSIDERANDO que impõe-se, assim, que haja um mínimo razoável de
funcionamento para que pessoas não sejam submetidas a situações que comprometam
sua própria sobrevivência; e a necessidade de disponibilizar esse mínimo
indispensável de servidores decorre, ainda, dos princípios da continuidade do
serviço público e da eficiência;
CONSIDERANDO que de acordo com o princípio da continuidade dos
serviços públicos, não pode a Administração Pública deixar de desempenhar as
funções que chamou para si, as quais, como um todo, caracterizam-se como sendo
de interesse público, e ainda, conforme ensina Maria Sylvia Zanella
Di Pietro: “Por esse princípio entende-se que o serviço público, sendo a forma
pela qual o Estado desempenha funções essenciais ou necessárias à coletividade,
não pode parar.4”;
CONSIDERANDO que no que diz respeito ao princípio da eficiência,
este determina que deve o Estado se esforçar para entregar ao cidadão o melhor
resultado faticamente possível. Conforme salienta a doutrina, impõe-se que “a
atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento
funcional5”;
CONSIDERANDO que o MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL não busca, por meio
desta, impedir o movimento paredista, mas tão-somente
obstacularizar a abusividade
do exercício de tal direito, devendo o Sindicato, assim, ser compelido a
assegurar, durante a greve, um número mínimo de servidores para garantir a
continuidade dos serviços de urgência e emergência na assistência cirúrgica ao
trauma, no Centro Cirúrgico e na Central de Esterilização de Material do
Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, sendo
que este mínimo deve ser fixado considerando os serviços prestados e a própria
peculiaridade e essencialidade do direito à saúde;
CONSIDERANDO que os serviços públicos essenciais devem ser
mantidos no curso de uma greve, reconhecendo-se tal direito como
constitucionalmente garantido, desde que a paralisação não afete a continuidade
do serviço, quando essencial, cabendo aos sindicatos, aos empregadores e aos
empregados, necessariamente, manter "a prestação dos serviços
indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade",
sob pena de declaração de ilegalidade do movimento grevista;
CONSIDERANDO a importância de tais serviços hospitalares que
constituem referência para o Município e demais municípios circunvizinhos a Parnamirim em atendimento de urgência e emergência em traumato-ortopedia;
CONSIDERANDO que o direito de greve pode, sim, ser exercido por
servidores públicos, mas não pode servir de instrumento para a prática de atos
abusivos e ilegais que ferem de força agressiva os direitos da população que
precisa utilizar o Sistema Único de Saúde;
CONSIDERANDO o risco de dano de difícil ou impossível reparação,
diante da possibilidade de vidas serem perdidas ou mesmo de sofrerem sequelas
irreversíveis aqueles que não conseguirem
atendimento;
RESOLVE RECOMENDAR ao senhor Manoel Egídio da Silva Júnior,
Coordenador Geral do Sindicato dos Servidores da Saúde do RN – SINDSAÚDE, e à
senhoras Eulália de Albuquerque Alves, Secretária Estadual de Saúde, e Célia
Maria Peixoto Serafim, Diretora Geral do Hospital Regional Deoclécio
Marques de Lucena, que adotem as seguintes providências:
Ao Coordenador Geral do SINDSAÚDE:
(I) manter equipe mínima necessária para garantir a continuidade
dos serviços de urgência e emergência na assistência cirúrgica ao trauma do
Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, sendo
que este mínimo deve ser fixado considerando os serviços prestados e a própria
peculiaridade e essencialidade do direito à saúde;
(II) garantir a continuidade dos serviços no Centro Cirúrgico do
Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena,
assegurando uma equipe mínima de 05 (cinco) técnicos de enfermagem (sendo dois
para cada sala cirúrgica e um para a sala de recuperação pós-operatória) e 01
(um) enfermeiro, durante 24 horas. Esta equipe mínima garantirá 66,6% da
capacidade de assistência do setor, visto que o Hospital dispõe de 03 salas
operatórias. A equipe mínima do centro cirúrgico durante a greve deverá ser
constituída por servidores lotados no setor centro cirúrgico e não prejudicará
o mínimo dos outros setores essenciais do HRDML;
(III) garantir que, em qualquer momento, existam servidores
plantonistas na Central de Esterilização de Material do Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, para assegurar que todo
material usado na rotina do centro cirúrgico (tenha sido usado em urgências da
cirurgia geral ou na assistência cirúrgica ao trauma) seja lavado e
adequadamente esterilizado, para pronto uso, por se tratar de atividade
essencial.
Ao Secretário Estadual de Saúde:
(I) que apresente, em 72h (setenta e duas horas), as medidas
administrativas que irá adotar visando normalizar o atendimento serviços de
urgência e emergência na assistência cirúrgica ao trauma, Centro Cirúrgico e na
Central de Esterilização de Material do Hospital Regional Deoclécio
Marques de Lucena, inclusive, contratando temporariamente, recursos humanos que
possam vir a atuar no atendimento de cirurgias eletivas e urgências e
emergências;
À Diretora Geral do Hospital Regional Deoclécio
Marques de Lucena:
(I) providenciar o encaminhamento semanal a esta Promotoria de
Justiça de Relatório contendo as providências adotadas para assegurar o
cumprimento das normas técnicas expedidas para garantir a continuidade dos
serviços de urgência e emergência na assistência cirúrgica ao trauma, no Centro
Cirúrgico e na Central de Esterilização de Material do Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena;
(II) encaminhar informações quanto ao número de cirúrgicas
suspensas ou canceladas em virtude do movimento grevista.
Solicita que se manifestem sobre o cumprimento da presente
recomendação no prazo máximo de 05 (cinco) dias.
Adverte que em caso de não acatamento desta Recomendação, o
Ministério Público adotará as medidas legais necessárias a fim de assegurar a
sua implementação, inclusive através do ajuizamento de ação civil pública
cabível, precipuamente para se respeitar as normas constitucionais, sem
prejuízo de análise de eventual ato de improbidade administrativa pela
Promotoria de Justiça com atribuição em Defesa do Patrimônio Público.
Publique-se no Diário Oficial do Estado e no quadro de avisos
desta Promotoria de Justiça. Comunique-se a expedição dessa Recomendação ao CAOP-Saúde por meio eletrônico.
Parnamirim, 12 de julho de
2016.
Eldro Sucupira Feitosa
Promotor de Justiça em Substituição Legal
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
4ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE PARNAMIRIM
Ref. ao Inquérito Civil nº 11/2011 – 4ª PJ
RECOMENDAÇÃO nº 007/2016 –
4ª PJP
O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, através de sua Promotora de Justiça
Titular da 4ª Promotoria de Justiça de defesa da Saúde e Educação, Luciana
Maria Maciel Cavalcanti Ferreira de Melo, no uso das atribuições que lhe são
conferidas pelo art. 129, incisos II, III e VI, da Constituição Federal, combinado
com o art. 26, I, da Lei n° 8.625/93 e os art. 61, inciso I, da Lei
Complementar Estadual n° 141/96, e
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa do
patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e
coletivos, na forma dos artigos 127, caput, e 129, inciso III, da Constituição
Federal; do artigo 25, IV, alínea “a”, da Lei Federal nº 8.625/93; e do artigo
67, inciso IV, alínea “a”, da Lei Complementar Estadual nº 141/96;
CONSIDERANDO que a saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução de risco
de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para sua promoção, proteção e recuperação, consoante dispõe o artigo
196 da Constituição Federal; CONSIDERANDO que o direito à saúde, tal como
assegurado na Constituição de 1988, configura direito fundamental de segunda
geração; e nesta geração estão os direitos sociais, culturais e econômicos, que
se caracterizam por exigirem prestações positivas do Estado;
CONSIDERANDO que a Constituição Federal de 1988 elevou a saúde à
categoria de direito social, inserindo em seu artigo 196 que “saúde é direito
de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas
que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação”, tendo estabelecido a criação de um sistema único, cujas
diretrizes são a descentralização, o atendimento integral e o controle social
(Artigo 198 da Constituição Federal);CONSIDERANDO que a Lei Federal n. 8.429/92
- Lei da Improbidade Administrativa, no artigo 4.º dispõe que “Os agentes
públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita
observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência no trato dos assuntos que lhe são afetos”;
CONSIDERANDO que a mesma Lei Federal n.º 8.429/92 - Lei da
Improbidade Administrativa, no artigo 11.º dispõe que “Constitui ato de
improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração
pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, […]”;
CONSIDERANDO que restou constatado, nos autos do Inquérito Civil
nº 11/2011, que a atenção básica no bairro de Rosa dos Ventos não se encontra
estruturada em conformidade com as diretrizes da Política Nacional de Atenção
Básica, estabelecida pela Portaria do Ministério da Saúde nº 2.488/2011, havendo flagrante prejuízo
irremediável às famílias que necessitam, diariamente, de atendimento médico e
odontológico a ser prestado pela Estratégia de Saúde da Família;
CONSIDERANDO o grande vazio assistencial no bairro de Rosa dos Ventos,
o qual possui atualmente uma população aproximada de 16.972 habitantes e
somente dispõe de 03 Equipes de Saúde da Família e nenhuma Unidade Básica de
Saúde, bem como foram destituídas as equipes de saúde bucal devido à falta de
espaço adequado;
CONSIDERANDO que das 03 Equipes de Saúde da Família do Bairro, uma
encontra-se instalada na Unidade Básica de Saúde do Bairro de Santa Tereza,
distante da comunidade assistida, e duas equipes estão instaladas de forma
improvisada numa Casa de Apoio, a qual possui condições insalubres e precária para atendimento da
população;
CONSIDERANDO que a Casa de Apoio de Rosa dos Ventos já foi autuada
por diversas vezes pela vigilância sanitária, em razão da sua estrutura física
estar em desacordo com a legislação sanitária – Portaria /MS nº 2226/2009 e RDC
nº 50/2002 Anvisa – MS, bem como em desacordo com o
manual de estrutura física das unidades básicas de saúde;
CONSIDERANDO que, no Relatório Técnico nº 76/2014, a SUVISA
informou que a casa de apoio se trata de um imóvel residencial não compatível
com as atividades realizadas, bem como não oferece as condições mínimas para o
desenvolvimento das atividades que se propõe. Ademais, encontra-se
subdimensionada para comportar duas equipes de saúde da família, com estado de conservação
precário e insalubre. Na ocasião, o Órgão Sanitário autuou e determinou a
suspensão das atividades realizadas no local;
CONSIDERANDO que, diante das constatações e prejuízos acima
descritos, em abril de 2015, realizou-se inspeção na sede da Escola Estadual
Arnaldo Arsênio – CAIC, conjuntamente com os Secretários Municipais de Obras e
Saúde, bem como o Secretário Estadual de Educação, oportunidade em que
verificaram as excelentes condições de parte da escola para instalação da
Unidade Básica de Saúde de Rosa dos Ventos, enfatizando ainda a possibilidade
do local acomodar 04 Equipes de Saúde da Família e 03 Equipes de Saúde Bucal;
CONSIDERANDO que, em setembro de 2015, foi celebrado entre a
Secretaria Estadual de Educação e a Secretaria Municipal de Saúde um termo de
cessão de posse e assunção mútua de obrigações, cujo objeto é a cessão da posse
e uso da área da educação infantil do CAIC, localizada na Rua Candido Martins
dos Santos, s/n, Rosa dos Ventos, Parnamirim, com a
finalidade de implantação da Unidade Básica de Saúde deste bairro, para
garantir o atendimento médico da população;
CONSIDERANDO que em contrapartida o Município disponibilizou
imóvel para uso da Secretaria Estadual de Educação;
CONSIDERANDO que até o momento não houve ainda a utilização do
espaço devido à necessidade de realização de reparos e adequações no imóvel
para a instalação da Unidade Básica de Saúde;
CONSIDERANDO que, através do ofício nº 439/2016, o Secretário de
Obras informou que a conclusão das obras estava prevista para maio de 2016;
CONSIDERANDO que, em audiência realizada em maio de 2016, esta
Promotora de Justiça tomou conhecimento da permanência da mesma situação acima
narrada, inclusive a Casa de Apoio permanece em funcionamento sem qualquer
melhoria ou reforma;
CONSIDERANDO que a Gerente de Estratégia de Saúde da Família
noticiou a necessidade urgente de abertura da Unidade Básica de Saúde na sede
da Escola Arnaldo Arsênio - Caic, uma vez que já é
necessária a abertura de mais 02 equipes de saúde da Família no bairro, diante
da desassistência atual e das equipes estarem trabalhando de forma
sobrecarregada, além do parâmetro recomendado pelo Ministério de Saúde, que é
de 3.000 a 4.000 pessoas por equipe de saúde da família;
CONSIDERANDO que esta Promotora de Justiça tomou conhecimento, em
19 de julho de 2016, através do ofício nº 604/2016, de que o Secretário
Municipal de Educação, que em razão da situação emergencial da Escola Limírio Cardoso, a qual foi totalmente depredada
recentemente, utilizaria o espaço físico do prédio do anexo do Caic – Centro Infantil, que se encontra sob
responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, para fins de instalação
temporária da escola;
CONSIDERANDO que, de acordo com o Princípio da Eficiência,
expresso no art. 37, caput e §3º e art. 41, §1º, III, da Constituição Federal,
o Poder Público deve buscar o bem comum utilizando-se de meios idôneos e
adequados à consecução de tais objetivos, assegurando um certo padrão de
qualidade em seus atos, os quais devem ser norteados pelos parâmetros de
celeridade e boa gestão, diante da obrigação de resultado que lhe é imposta na
consecução dos interesses públicos;
CONSIDERANDO que as atividades administrativas são desenvolvidas
pelo Estado para o benefício da coletividade, e mesmo quando age em vista de um
interesse estatal imediato, o fim último de sua atuação deve ser voltado para o
interesse público, e se este não estiver presente, o ato estará inquinado de
desvio de finalidade;
CONSIDERANDO que, de acordo com o Princípio da Indisponibilidade
os bens e interesses públicos não pertencem à Administração e seus agentes, a
quem cabe apenas geri-los, conservá-los e por eles velar em prol da
coletividade, verdadeira titular dos direitos e interesses públicos;
CONSIDERANDO que o artigo 4º da Lei nº 8.429/92 estabelece que os
agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela
estrita observância de tais princípios no trato dos assuntos que lhes são
afetos;
CONSIDERANDO que, de acordo com o art. 11, I, da Lei nº
8.429/1992, constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os
princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os
deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições,
e notadamente a prática de ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou
diverso daquele previsto, na regra de competência;
CONSIDERANDO que comete ato de improbidade o agente público que
atua em desvio de finalidade, ou seja, pratica um ato visando atender uma
finalidade pública que não é aquela correspondente à competência utilizada ou
tenha sua atuação baseada em motivos ou fins diversos dos previstos na norma e
exigidos pelo interesse público;
CONSIDERANDO que o desvio de finalidade estará presente mesmo nas
hipóteses em que o ato esteja vinculado a um interesse público geral, mas o ato
não seja adequado ao atingimento do interesse que se
buscou tutelar, tendo em vista a finalidade para o qual foi criado;
CONSIDERANDO que o termo de cessão de posse celebrado entre a
Secretaria Estadual de Educação e o Município, encontra-se vinculado a uma
finalidade específica, qual seja, a instalação da Unidade Básica de Saúde do
bairro, a utilização do imóvel para fins diversos configura desvio de
finalidade, sujeitando o responsável às sanções legais;
CONSIDERANDO a impreterível necessidade de implantação da Unidade
Básica de Saúde no imóvel cedido, uma vez que não existe outro imóvel no bairro
apto a receber as instalações de uma unidade de saúde, bem como a atenção
básica no bairro se desenvolve em locais inadequados e insalubres;
CONSIDERANDO que a jurisprudência do STF se encontra assentada no
sentido de que os agentes políticos respondem por improbidade administrativa,
quer se cuide de ocupante de cargo público ou de titular de mandato eletivo
ainda no exercício das respectivas funções;
CONSIDERANDO que a jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de
que o ato de improbidade por lesão aos princípios administrativos (art. 11 da
Lei 8.249/1992), independe de dano ou lesão material ao erário:
ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ART. 11 DA LEI N.
8429/92. ELEMENTO SUBJETIVO DOLOSO. CARACTERIZAÇÃO. DANO AO ERÁRIO.
DESNECESSIDADE (EMBORA, NA ESPÉCIE, A CONFIGURAÇÃO TENHA SIDO APONTADA PELA
ORIGEM). RESSARCIMENTO DO PREJUÍZO. INTEGRALIDADE DO DANO. INAPLICABILIDADE DO
ART. 12, P. ÚN., DA LEI N. 8.429/92 NO QUE SE REFERE AO RESSARCIMENTO. 1.
Prioridade em razão da Lei Complementar n. 135/2010. 2. Sustenta a parte
recorrente ter havido violação aos arts. 9º, 10, 11,
12, 17, § 2º, e 18 da Lei n. 8.429/92, sob os argumentos de que (i) a
configuração de improbidade administrativa requer a perfectibilização
do elemento subjetivo doloso, bem como a do dano ao erário, e (ii) o
ressarcimento, na hipótese, não deve ser integral, à luz do comando legal de
proporcionalidade/razoabilidade. 3. Como admitido pelo próprio recorrente em
outra oportunidade, ele empregava verbas públicas destinadas à saúde para o
pagamento de despesas pessoais de alimentação e telefonia. Além disto, com as
mesmas verbas especialmente destinadas à saúde, o recorrente promoveu pagamento
de diárias e aluguéis totalmente desnecessários. Estes são os fatos narrados
pela origem às fls. 761/762 (e-STJ). 4. Não há como,
pois, negar estar presente o dolo do agente público, eventualmente afastável (mas talvez não menos reprovável) se demonstrado
o deslocamento das verbas públicas para outras finalidades públicas. Na
espécie, entretanto, o recorrente, de forma livre e consciente, empregou verbas
públicas destinadas à saúde para fins estritamente pessoais, tendo, inclusive,
optado por não prestar conta do destino do dinheiro, valendo-se do silêncio
para encobrir a conduta ilegal e claramente ímproba. 5. No mais, em relação à
inexistência de dano ao erário e à ausência de enriquecimento ilícito por parte
da recorrente, pacífico no Superior Tribunal de Justiça entendimento segundo o
qual, para o enquadramento de condutas no art. 11 da Lei n. 8.429/92, é despicienda a caracterização do dano ao erário e do
enriquecimento ilícito. Precedentes. 6. Mesmo que assim não fosse, a instância
ordinária deixou clara a existência, na espécie, de prejuízo ao erário,
consistente no desvio de verbas públicas obtidas pelo Município na via de
convênio. 7. Esta Corte Superior possui jurisprudência no sentido de que,
havendo dano ao erário, o ressarcimento deve ser integral e exatamente igual à
extensão do dano suportado, uma vez que, na verdade, o ressarcimento não é
sanção, mas simples medida conseqüencial cujo
objetivo é reequilibrar os cofres públicos - daí porque, no que tange ao
ressarcimento, não incide o art. 12, p. ún., da Lei
n. 8.429/92. V., p. ex., REsp 622.234/SP, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 15.10.2009. 8. Recurso
especial não provido. (REsp 1042100/ES, Rel. Ministro
MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/08/2010, DJe 20/09/2010)
CONSIDERANDO que compete ao Ministério Público, na forma do artigo
69, parágrafo único, alínea “d”, da Lei Complementar Estadual nº 141/96,
expedir recomendações visando ao efetivo respeito aos interesses, direitos e
bens cuja defesa lhe cabe promover, fixando prazo razoável para a adoção das
providências pertinentes;
RESOLVE RECOMENDAR ao Secretário Municipal de Saúde de Parnamirim, Henrique Eduardo Costa, e ao Prefeito do
Município de Parnamirim, Maurício Marques dos Santos,
que, atendendo aos princípios da legalidade, publicidade, moralidade e
eficiência (Constituição Federal, art. 37, caput), adotem as providências
necessárias para:
1. imediatamente, ocupar o imóvel localizado na Rua Cândido
Martins dos Santos, Rosa dos Ventos, dentro do prédio da Escola Estadual
Arnaldo Arsênio – CAIC, com a instalação e implantação da Unidade Básica de
Saúde do bairro de Rosa dos Ventos, para garantir o atendimento médico da
população;
2. abster-se de ceder o imóvel para qualquer outra finalidade que
não a prevista no Termo de Cessão e Posse celebrado com o Governo do Estado,
ainda que para atender outros interesses públicos, no caso, a instalação
temporária da Escola Municipal Limírio Cardoso.
Solicitamos que se manifestem sobre o cumprimento da presente
recomendação no prazo máximo de 05 (cinco) dias.
Adverte que em caso de não acatamento desta Recomendação, o
Ministério Público adotará as medidas legais necessárias a fim de assegurar a
sua implementação, inclusive através do ajuizamento de ação civil pública
cabível, precipuamente para se respeitar as normas constitucionais, sem
prejuízo de análise de eventual ato de improbidade administrativa pela
Promotoria de Justiça com atribuição em Defesa do Patrimônio Público.
Publique-se no Diário Oficial do Estado e no quadro de avisos das
Promotorias de Justiça. Determinamos a comunicação da expedição dessa
Recomendação ao CAOP-Saúde e ao CAOP – Patrimônio
Público por meio eletrônico.
Encaminhe-se cópia da presente Recomendação ao Secretário
Municipal de Educação de Parnamirim para
conhecimento.
À Secretaria para adoção das medidas pertinentes.
Parnamirim, 20 de julho de
2016.
Luciana Maria Maciel Cavalcanti Ferreira de Melo
4ª Promotora de Justiça